<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131</id><updated>2011-09-12T23:57:29.405-03:00</updated><title type='text'>Mundo de Áster</title><subtitle type='html'>Grimório de rituais astrais, mentais, surreais. Diário de pensamentos noturnos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>56</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-5019779488589791875</id><published>2009-02-22T11:50:00.000-03:00</published><updated>2009-02-22T11:51:50.178-03:00</updated><title type='text'>Na caixa postal</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janela com cortinas entreabertas. Apoio do cálice e moldura dos vinhedos. Tudo que gira na vitrola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taça de vinho tinto, sem gota venenosa. Pérola e álcool evaporam antes de escoar para os sonhos.&lt;br /&gt;Os vales suspensos em estacas castanhas como xale de inverno, bordado com desenhos complementares de coleópteros paralisados. Ilusão de movimento quando o vento desliza sobre a trama esticada ao sol e os besouros parecem voar em carreira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho fechado. Não fossem as asas quitinosas com sua sensação de carvão úmido, o outro também se fecharia.&lt;br /&gt;Os lábios digerem a palavra branca e os pés estão brancos.&lt;br /&gt;O branco do corpo e o negro da falsa estrada solta no ar.&lt;br /&gt;O caminho chuvisca árvores rápidas, seiva âmbar de rio coagulado em leito quase morto. Mais perto, mais perto: o filete na casca repleto de formigas vermelhas. Pequenos cacos violetas pela respiração entrecortada do céu.&lt;br /&gt;Eloqüência. Ainda há água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quadro, cena, recanto mental. Para fugir sepulcro para cantar escuro para adubar o interior do sangue com qualquer coisa que não tenha gosto de sal e açúcar diluídos. Mineral plasma bruto sem que o estanquem sem que o julguem sem que o entendam. Amor não escrito. Cascos de fogo silenciosos cauterizando desfiladeiros. Corvo tão azul em redoma frágil, de vidro. O azul é dor e ninguém percebe. O azul não existe.&lt;br /&gt;Silêncio. Não há pássaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há o plâncton de luz mais táctil onde as pupilas viajam a noite de constelação terrena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estilhaçar. É hora de acordar o selo. A carta voa. As frases se rasgam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-5019779488589791875?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/5019779488589791875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=5019779488589791875&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/5019779488589791875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/5019779488589791875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2009/02/na-caixa-postal.html' title='Na caixa postal'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-7392914545885481412</id><published>2009-01-31T13:27:00.003-02:00</published><updated>2009-01-31T15:14:39.062-02:00</updated><title type='text'>Coração Selado de Raios</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_QYWFOCzUI60/SYRuOqxXpCI/AAAAAAAAA5w/DDjwpvY2lPw/s1600-h/coracao-sagrado.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_QYWFOCzUI60/SYRuOqxXpCI/AAAAAAAAA5w/DDjwpvY2lPw/s320/coracao-sagrado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297480259973129250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada em tua sensibilidade de planícies para o sustento do encontro elétrico que te insisto dizer.&lt;br /&gt;Tua sobriedade de rocha primitiva aprisiona os cardumes errantes.&lt;br /&gt;Tua boca cor de hóstia se fecha para o delírio das sibilas.&lt;br /&gt;Teu sangue de pactos compacta a cavalgada voadora das salinas.&lt;br /&gt;Teu séquito linear paralisa o giro dos moinhos gritantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se não arremessa livremente os nervos no comboio turbulento das montanhas, não há mais nada que posso te dizer.&lt;br /&gt;A não ser um badalar de vagas dentro dos diamantes soterrados.&lt;br /&gt;Quando o relâmpago rasga o ventre do húmus esvoaçando o anil do sol.&lt;br /&gt;Quando a rosa do deserto é vista, resplandecendo na dança perigosa dos raios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(entre o animus e o self) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-7392914545885481412?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/7392914545885481412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=7392914545885481412&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/7392914545885481412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/7392914545885481412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2009/01/coracao-selado-de-raios.html' title='Coração Selado de Raios'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_QYWFOCzUI60/SYRuOqxXpCI/AAAAAAAAA5w/DDjwpvY2lPw/s72-c/coracao-sagrado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-970548484277505392</id><published>2008-11-22T13:53:00.002-02:00</published><updated>2008-11-22T13:57:04.320-02:00</updated><title type='text'>Your lips a magic world</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_QYWFOCzUI60/SSgreNGmttI/AAAAAAAAAoc/-uFAZtZjqHU/s1600-h/flamminglips.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_QYWFOCzUI60/SSgreNGmttI/AAAAAAAAAoc/-uFAZtZjqHU/s320/flamminglips.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271511161750599378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sentia este peso de existência pressionando primeiramente as têmporas. Depois se alastrava pela região superior do corpo, como se fosse esmagar a musculatura da face, forçando o estiramento de um sorriso ou a avalanche de uma palavra. Um peso sobre humano, sobre a minha humanidade. Sempre pensei que fosse assim o afogamento em uma água profunda e carregada de sal. Então surgia uma dor, como se uma navalha nascesse do fundo, rasgando a massa corporal. Um casulo visto por dentro: era assim a nítida sensação que me vinha. Sem asas, porque não me vinha força para se livrar da gravidade. Eu mergulhava ainda mais nesta tonelada sensitiva e ia ficando cada vez mais massivo. Pensava na lâmina quinze e nos sonhos de mar invasivo. E o gume de dentro cada vez mais afiado, buscando o sangue interior. Fora, nenhuma gota. Só o marulho de onda brusca contra pedras altíssimas.&lt;br /&gt;E percebi que esta lunática decadência que me invocava nos momentos em que mais invocava o mundo era e é perfeitamente cabível para descrever o beijo fugidio, e de fora, que recebi. O beijo que está além da necessidade corporal. O beijo do espírito, a suprema oração do diálogo febril. E isto é descer ao inferno de si e do outro, enquanto os anjos andróginos disputam o céu.&lt;br /&gt;E o que é isto? Nossos mil palhaços acordados por dentro, esperando platéias sorridentes. O corpo da lágrima maquiada, tão fingida e tão reveladora da íntima verdade.&lt;br /&gt;É um choro, não um riso. É esmagador e é bom. Humano, demasiadamente humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda espero-te, gota densa, desenhada, pronunciada. Rascunho de deus em lábios flamejantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-970548484277505392?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/970548484277505392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=970548484277505392&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/970548484277505392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/970548484277505392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2008/11/your-lips-magic-world.html' title='Your lips a magic world'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_QYWFOCzUI60/SSgreNGmttI/AAAAAAAAAoc/-uFAZtZjqHU/s72-c/flamminglips.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-2414822629450721637</id><published>2008-04-25T13:07:00.005-03:00</published><updated>2008-04-25T13:15:37.574-03:00</updated><title type='text'>Atlânticos</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QYWFOCzUI60/SBICnvMCaCI/AAAAAAAAAoU/sXbUdajpKMM/s1600-h/rio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_QYWFOCzUI60/SBICnvMCaCI/AAAAAAAAAoU/sXbUdajpKMM/s320/rio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193216202016712738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com que palavras chegaria até ele. Era o que pensava, dentro do corredor alagado. Era raso e da cor das folhas em decomposição. Como as pupilas dele, depois da noite. Com seixos e casas. Não eram reflexos, eu realmente via os casarios por dentro daquelas águas, vielas inteiras com árvores e varandas com balanços de madeira rústica. Como as fotografias dele, depois da revelação em sépia, aqueles truques de fantasias químicas na escrita da luz. Antes, eram coloridas: azuis e verdes e corais como a escama dos peixes.&lt;br /&gt;A canoa leve pintada de turquesa antiga, com rumo sinuoso, já que a correnteza subia pelas nódoas dos dedos do barqueiro. Uma entidade, a correnteza. Também via a rendição da carne do barqueiro para a estrada doce do braço de rio. Curvava-se para as águas sem precisar ajoelhar-se e as chuvas subiam pelo seu sangue, junto com a seiva de uma flor castanha selada no leito. O rio saía de sua boca em afluentes de cor mais clara, onde o sol do leste desembocava pelas manhãs de abril.&lt;br /&gt;Mas continuávamos pelo líquido mais ocre, eu e o rio-barqueiro. Um pouco mais amargo e de contos mais sombreados. Como as frases dele, antes da explosão do dia.&lt;br /&gt;Ele, que eu temia como um cataclismo desproporcional, como uma fronteira sem bosques de papiros, nem arandelas fictícias, nem capelas com vitrais medievais. Sem rosa-dos-ventos ou observatórios de estrelas.&lt;br /&gt;Pensava a palavra nascente na fonte acima de toda aquela planície. A palavra de gelo fresco sonhado pelo orvalho das folhagens. E a queda. Primeiro, serena. Um fio prateado no dorso do platô rochoso. Depois a precipitação abrupta no coágulo de líquens da epiderme do vale.&lt;br /&gt;Eu estava no meio, e pensava esta palavra sem poeira, pois estava dentro da barca, com os pés em transe na temperatura da cidade fluvial. Os pés enguia, anêmonas, caravelas riscando o poente e passeando cruzadas na paisagem do rio... o braço de rio e os pés das caravelas e a mão tentando alçar as cidadelas do olhar dele, as varandas observatórios, os luzeiros cintilando sobre os seixos.&lt;br /&gt;Eu submergia no meio da palavra e lá na frente, bem invadido de céus, a fictícia fronteira: onde a cidade não se repete, então não há bosque, nem vitral e não há rosa e vento que caia em sépia na pupila revolta e funda e rasteira do sempre em chagas abertas nas mãos e nos pés que o sal refaz.&lt;br /&gt;E a palavra em decomposição nas águas, até turvar de quase-maio a frase de uma oceânica chegada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-2414822629450721637?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/2414822629450721637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=2414822629450721637&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/2414822629450721637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/2414822629450721637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2008/04/atlnticos.html' title='Atlânticos'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QYWFOCzUI60/SBICnvMCaCI/AAAAAAAAAoU/sXbUdajpKMM/s72-c/rio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-7041126994824215637</id><published>2008-02-15T00:38:00.004-02:00</published><updated>2008-02-15T00:48:05.030-02:00</updated><title type='text'>(N)ossos, os equinócios.</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R7T7uD5ImBI/AAAAAAAAAoE/Hm5IlUekQag/s1600-h/rhodes.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R7T7uD5ImBI/AAAAAAAAAoE/Hm5IlUekQag/s200/rhodes.jpg" border="0" alt="Minerva Britanna – Ulterios Durabit – emblema 161"id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167031441238300690" /&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Carmina morte carent&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precessão do Colosso de Rhodes: &lt;br /&gt;(fragmento da titânica foz)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ouço o retorno. Eu me volto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que nos encontremos, que tu sejas o sol e que o caminho seja fausto. Podem existir outras trajetórias, se preferir. Mas o imaculado, invictus, reside na aparente diadema que abarca o mundo visível e o concretiza no centro da grande cruz. Margeado pelas estrelas reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao amanhecer, que o fogo seja brando, o primordial que ainda não aquece.&lt;br /&gt;No meio do dia, que diga a que veio. &lt;br /&gt;Nos ocidentes, que dialoguemos, ensaiando a liberta sensação que nos permite o sinônimo, como o arquipélago e a tectônica dilacerada.&lt;br /&gt;E no zênite da obscuridade, o meio da noite no coração negro, que as cadentes risquem seus alfabetos de portais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronunciei o eixo cravado no corpo de pérsias e perseus. E vi a terra ardente no galope de Pégasus, quando o céu é de ouro e a neblina se abre com o amarelo dos giros de sóis. &lt;br /&gt;Devo persistir: o outono já se tinge de cetros e o plátano agita-se com a saliva do monarca decaído. Seu coração norteado pelo cruzeiro. Antiqüíssimo bóreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tu vieres, que seja solar. Que seja solar. Estou na babel sideral, onde melhor circulo. Onde é extrema, a audição. Ouço-te, se solaris. Podem nos dizer mil eclipses, mas eu testemunho o renascer heliacal. Tua voz no maremoto, e a via-láctea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Carmine di superi placantur, carmine Manes.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://f01.middlebury.edu/FS010A/STUDENTS/contents.htm"&gt;&lt;strong&gt;The Minerva Britanna Project&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-7041126994824215637?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/7041126994824215637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=7041126994824215637&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/7041126994824215637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/7041126994824215637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2008/02/nossos-os-equincios.html' title='(N)ossos, os equinócios.'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R7T7uD5ImBI/AAAAAAAAAoE/Hm5IlUekQag/s72-c/rhodes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-3200470677781100998</id><published>2008-02-08T05:59:00.000-02:00</published><updated>2008-02-08T06:08:20.034-02:00</updated><title type='text'>Ritmos sálmicos, o canto do poético interno.</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6wMWTWAZ7I/AAAAAAAAAn8/1p-0R2W87nk/s1600-h/mucha.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6wMWTWAZ7I/AAAAAAAAAn8/1p-0R2W87nk/s400/mucha.jpg" border="0" alt="Woman in the Wilderness - Alphonse Mucha"id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164516449976346546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu inferno é um outro. Sepulcro na veia das fomes. Não ruge no abandono. Ativo, se me exortas. Quem já o chamou por este nome? Régio, litúrgico, vestido com a dinâmica do cosmos. Em salmos, escrito: na cruz e na porta. Fendido, no sóbrio e na prece, dos fogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-3200470677781100998?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/3200470677781100998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=3200470677781100998&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/3200470677781100998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/3200470677781100998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2008/02/ritmos-slmicos-o-canto-do-potico.html' title='Ritmos sálmicos, o canto do poético interno.'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6wMWTWAZ7I/AAAAAAAAAn8/1p-0R2W87nk/s72-c/mucha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-55464438701197357</id><published>2008-02-06T04:04:00.000-02:00</published><updated>2008-02-06T04:13:23.802-02:00</updated><title type='text'>Vetiver de Circe</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6lOIjWAZlI/AAAAAAAAAkU/QxSHmuyVuYk/s1600-h/medee.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6lOIjWAZlI/AAAAAAAAAkU/QxSHmuyVuYk/s400/medee.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163744356590446162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que costumava ser-me profecia virou silabário contrário. Quando me ditava a madrugada como seriam as glórias da manhã, os arcos sombrios de belladonas no corpo dos pântanos. Por onde caminhava, como terreno pleno, como oratório imaculado. Sem erros, porque o seguia às cegas, às escuras. Intuindo a luz incitada, que existia mascarada no sabre das perambulações mais obscuras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu-se a inversão. E porque o aceitava como o moribundo que ressuscita no placebo, como a lunação gera a maré, deu-se a transfusão de dons. Alçaram-me os adjetivos, as proclamações, o patchouly desprendido quando o elemental atua, quando se transubstancia no crédito das frases possuídas de abismo e imensidão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Deu-se a transfusão. Saíam-me apocalipses a descrever sua incansável pantomima. Quanto ao meu imaginário, nada mais conjugava. Tornei-me a previdente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não há regozijo. Não quis perceber o sentido, quando o gritei, no meio do escuro, no meio da cegueira, no centro perdido da febre abençoada que havia me doado às farsas. Agora singra torpe, às farpas, embotado de vapores adocicados. Não reconhece no próprio sangue a maceração das dramaturgias, o óleo agreste das lacunas perdidas, possessas de savanas e sublimações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu o digo, às máscaras: talvez não consiga voltar. Talvez não consiga voltar, sem vetiver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-55464438701197357?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/55464438701197357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=55464438701197357&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/55464438701197357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/55464438701197357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2008/02/vetiver-de-circe.html' title='Vetiver de Circe'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6lOIjWAZlI/AAAAAAAAAkU/QxSHmuyVuYk/s72-c/medee.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-3292474075847366238</id><published>2008-01-29T16:48:00.000-02:00</published><updated>2008-01-29T16:49:19.971-02:00</updated><title type='text'>Divas para Sigmunds</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentava-se ao divã interno, e com a pose teatral, treinada silenciosamente pelos corredores do dia, soletrava suas mesquinharias. Com o cansaço e a certeza de haver esvaído todas as artimanhas pelos esgotos mentais, levantava-se e a leveza surgia. Sentia-se purificada, a criatura. Cercava-se de aromas e cores suaves.&lt;br /&gt;Ao levantar começaria tudo outra vez. Pecados, ultrajes, autocomiserações. Condutas que rotulara como dissonantes. O mesmo caminho vicioso seria trilhado cinematograficamente. &lt;br /&gt;Nunca obtinha de si mesma o perdão interior. E o divã era macio e sedutor como um estratégico tapete vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistia-a e queria afogá-la no escuro rio que cortejava obscenamente a cidade. Mas não o fazia. Substituía a caridade pela complacência. Acenava para suas lamúrias e a encorajava. Talvez notasse que sem alimentar a sucessão deplorável de atos infantilizados, nada mais dela lhe restasse. Aprendera a gostar de aromas e cores suaves. &lt;br /&gt;E acabava por abafar sua retórica aos primeiros acordes que os pés do divã produziam no piso laminado, minuciosamente lustrado, quando ela chegava e ruidosamente se lançava no estofado aveludado. Lembrava-lhe a visão de uma guilhotina desarmada sobre a cabeça de um delator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-3292474075847366238?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/3292474075847366238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=3292474075847366238&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/3292474075847366238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/3292474075847366238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2008/01/divas-para-sigmunds.html' title='Divas para Sigmunds'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-259469279292680636</id><published>2008-01-26T17:20:00.000-02:00</published><updated>2008-01-26T17:21:14.748-02:00</updated><title type='text'>Index Librorum Prohibitorum</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecer-te&lt;br /&gt;Foi  feito abrir um livro antigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se das literaturas seculares&lt;br /&gt;Que nos serão reveladas&lt;br /&gt;No dia de um trígono celeste pardo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era noite,&lt;br /&gt;Quando os olhos são tochas de candelárias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-259469279292680636?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/259469279292680636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=259469279292680636&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/259469279292680636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/259469279292680636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2008/01/index-librorum-prohibitorum.html' title='Index Librorum Prohibitorum'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-7142478978196108802</id><published>2008-01-26T13:46:00.000-02:00</published><updated>2008-02-08T06:10:52.736-02:00</updated><title type='text'>Para fazer pontas de flechas</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R5tWRzWAZcI/AAAAAAAAAi4/hhDx5FLK7eg/s1600-h/manus.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R5tWRzWAZcI/AAAAAAAAAi4/hhDx5FLK7eg/s400/manus.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159812661923308994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mineralizar a lágrima&lt;br /&gt;Fazer-se rútilo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vibrar além da tua sangria&lt;br /&gt;Pelas ervas, pelas especiarias&lt;br /&gt;Com a estatura do musgo, &lt;br /&gt;dos fermentos,&lt;br /&gt;do sedimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se os deuses me dessem as mãos, interiormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amálgama fria volatiliza-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pela tua eloqüência vulcânica, tua chegada ou partida.&lt;br /&gt;O ourives é a atmosfera magnetizada&lt;br /&gt;Ao teu redor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os deuses vibram dentro de tua garra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-7142478978196108802?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/7142478978196108802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=7142478978196108802&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/7142478978196108802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/7142478978196108802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2008/01/para-fazer-pontas-de-flechas.html' title='Para fazer pontas de flechas'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R5tWRzWAZcI/AAAAAAAAAi4/hhDx5FLK7eg/s72-c/manus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-6414663804113295144</id><published>2008-01-24T19:06:00.000-02:00</published><updated>2008-02-08T06:15:23.332-02:00</updated><title type='text'>Abel, o anjo de asa malva</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;em&gt;"Sai de tua terra, do meio de teus parentes e da casa de teu pai, e vai para a terra que  te  mostrarei” &lt;br /&gt;(Livro do Gênesis)&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=justify&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chovera sete dias seguidos e a umidade tornara-se roupagem única para as runas do terreno. Terreno varrido de vento sul, gelado, zumbido cinzento ensaiando pelas porosidades do barro a curva dos ares nas cordilheiras. Dormentes ocultando a festa dos pazuzus, infernos minúsculos, o cortiço das daninhas de corações curvilíneos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a aparição da silhueta encurvada,  feito  pássaro esmeralda apedrejado no ensaio da cura. A coluna alinhando-se forçosamente dentro do prateado lago levante lançado na atmosfera. Fez-se mastro depois que a lua desafiou a cadeia da nuvem recheada de zimbro, cinza e ouro. Descobriu-se imerso de força telúrica, agora apartado do zodíaco sempre em fuga na dança possessa das estações, que nunca se alcançam apesar de buscarem-se desesperadamente, século atrás de século. Sem memórias pegajosas, apenas o milagre de uma existência em plano novo. Outro planisfério, sangue repleto da latitude daquele pequeno pedaço de terra, do tamanho de um homem cambriano estirado no solo, esquecendo-se de si na aspereza da superfície rudimentar. Esquecendo-se de si para insuflar nos pulmões o crepúsculo e a aurora, sendo o crepúsculo e a aurora das novas angulações ópticas de estrelas antigas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Meio morto, meio santo, na totalidade estrangeira de sua condição, rendido, revestido de minerais. Platéia para as gamas das constelações. Antes tão céu, agora tão absorto na gravidade. Fixo, pêndulo dentro de pêndulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anjo de disfarces  infinitos, que migra no horto do miocárdio, toda vez que se pensa em  rochas, ventanias e coisas de migrar. Quando é frio, muito frio em pleno verão. O anjo dentro da bruxa, a bruxa crosta de magma, gestante do anjo de asa malva. &lt;br /&gt;Gema barroca, elemental do verbo que se doa aos pórticos, embrionada quando a lemos para os dias gelados de vento -  acorde, levante - no zodíaco sul. Estranho em trânsito. Um espinho verde encarnado no átrio congelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;em&gt;“Dissera a uma porta secreta abre-te, julgando-se quase brincar, mas a porta abrira-se verdadeiramente. Dissera selvagens e assim acontecera. Seta, por brincadeira, e verdadeira seta o matava.”  &lt;br /&gt;(Pânico no Scala - Dino Buzzati)&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-6414663804113295144?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/6414663804113295144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=6414663804113295144&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/6414663804113295144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/6414663804113295144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2008/01/abel-o-anjo-de-asa-malva.html' title='Abel, o anjo de asa malva'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-7934999781136371827</id><published>2008-01-22T21:47:00.000-02:00</published><updated>2008-01-22T21:49:49.997-02:00</updated><title type='text'>Pulso Opala</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R5aA3Y0M3mI/AAAAAAAAAiQ/9Yz7WMU37tg/s1600-h/utopias.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R5aA3Y0M3mI/AAAAAAAAAiQ/9Yz7WMU37tg/s400/utopias.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158452112242040418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único azul que me cai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro dele caio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forte, indestrutível&lt;br /&gt;Raio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-7934999781136371827?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/7934999781136371827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=7934999781136371827&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/7934999781136371827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/7934999781136371827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2008/01/pulso-opala.html' title='Pulso Opala'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R5aA3Y0M3mI/AAAAAAAAAiQ/9Yz7WMU37tg/s72-c/utopias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-6505173960445560224</id><published>2008-01-22T20:42:00.000-02:00</published><updated>2008-01-22T20:43:14.694-02:00</updated><title type='text'>Âmbar cinzento</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo, no mesmo estágio atmosférico, supra-real . Os passos que travam estes dias em que não se faz nada a não ser destravar o interno mundo. Ligar o projetor mais para assistir as películas de poeira dançando através da luz. Feixes e miasmas criando antigas construções. De tão etéreas as palafitas da visão secreta, inabalável a argamassa da cidadela intocada, imóvel, com eclipses e chávenas rabiscadas na argila decantada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da casa de uma mariposa. Para este lugar a película nos levava, sutilmente. O primeiro plano, inocente como as primeiras notas olfativas perceptíveis nos perfumes florais, deixava entrever a ampla escadaria circular, cercada por tecidos furta-cores, pendentes do teto invisível, de tão alto. Na trama do linho, formas hexagonais filtravam apenas o vulto que se dirigia ao andar superior, ou ao mais alto, não se podia mensurar um destino para a musculatura alongada do corrimão, vime, bambus, galhos retorcidos... Entendia-se a segunda gama de odores... madeira, terra, frescor de horto. Todo aquele mistério que a terra segrega, seus casulos castanhos adormecidos, pupas, sementes, raízes e tumbas. Tesouros da cópula entre os metais ferventes. Abaixo dos pés, o mármore frio. Acima da ebulição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vulcano. Estatuetas acariciando vitrais. Hexágonos, ladrilhos, floral, túnel, caverna, aconchego. Antifobia. Modigliani. Julieta dos Espíritos. O anjo exterminador. A máscara da ilusão. Fobias... Al Berto, o Medo.&lt;br /&gt;Atrás dos olhos... a película, Julieta e a dama-da-noite nos roçando a pele com o veludo das asas, as falsas pálpebras. A sala-cela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os hexágonos, corredor, lasca de tinta e absinto. Fada verde atrás dos olhos. Atrás da carne, as terceiras notas: o laboratório de Vrindavana, que nos vinha em sonhos e nos ensinava a extração dos perfumes no cozido fumegante no útero da terra. Era assim... na cova por dentro do barro dispunham-se os feixes de madeira envelhecida pelo sol de sete ciclos. Ateava-se o fogo pela disposição de lentes cristalinas no zênite de um dia dez. A chama viria. Encantatórias de salamandras eram as lentes expostas a este sol de dia decíduo. O brilho, o feixe de luz sobre o corpo da madeira. Jogávamos pétalas de flores silvestres na chama ainda fraca. Aguardávamos a digestão. Pela noite, pela noite, no mesmo estágio sonâmbulo, acrescentávamos ao balé de chagas ardentes, a água de dois orvalhos, orvalho sobre a pele lunar do jasmim do pântano atrás do casebre e orvalho sobre pedregulhos de rio cinzento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Remexer com ramos de amendoeira, remexer, tresloucar, até que as salamandras ficassem esverdeadas. Absinto. Modigliani, lasca de tinta, caco de cálice. Tábua ouija e copos dançantes nos indicariam se ele viria. Ele, o espírito dos aromas e do mundo atrás das telas. Perfume pronto. Era assim que nos ditava Vrindavana, junto com o som do olfato. Nós, porque naquele tempo éramos nós. Um para a chama e um para a pétala. Um para o cálice e um para a chave. Um para o surto e um para o coito. O mármore e o adubo. Vrindavana, o hindu de face ilusionista. Jovem e ancião a nos ditar fórmulas imprevisíveis de dentro de seu sangue de caravana. E o seguíamos. Como um filme em sépia. Imagens que nunca nos deixam, porque não são feitas de tempo. Não vivem de lembranças, são livres. Perfumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-6505173960445560224?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/6505173960445560224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=6505173960445560224&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/6505173960445560224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/6505173960445560224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2008/01/mbar-cinzento.html' title='Âmbar cinzento'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-4264566973781650168</id><published>2008-01-14T15:57:00.000-02:00</published><updated>2008-01-14T16:29:15.659-02:00</updated><title type='text'>Duplicata ardorosa</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R4upM40M3kI/AAAAAAAAAhI/tzJk2kD1Cdo/s1600-h/inanna.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R4upM40M3kI/AAAAAAAAAhI/tzJk2kD1Cdo/s400/inanna.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155400237330521666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;em&gt;“No nigredo, a consciência descobre seu próprio mundo.&lt;br /&gt;No albedo, a consciência descobre o mundo dos outros.&lt;br /&gt;No rubedo, a consciência descobre o mundo divino.”&lt;br /&gt;(Psicologia Alquímica, Thom F. Cavalli)&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano do Rato. E sonho com símios. Jardins selvagens, fôlego de Bosch pelas raízes. Chega até aqui, onde o tropical só alcança o chão por um milagre de giro. Balé intuído. Pavões, talvez sílaba proferida por vitral. Mesopotâmia? Será? Pavões na sombra dos zigurates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... no jardim suspenso, a pluma na mão do jovem, descrevendo antúrios invisíveis no ar. Ele conversa com seu duplo pelo rabisco quântico: navega uma viela veneziana. Nas águas das minúsculas flores da folha cardíaca vê barcaças. Não se intimida. Arde em libações vermelhas. Não o vermelho vulgarizado da paixão muscular, mas o vermelho da lágrima dos deuses babilônicos. O vermelho dos vasos comunicantes e das ânforas do menino-cabra. O vermelho sagrado. Seu corpo é um ritual. Seu duplo é uma esfera dourada na ossatura delicada do leo-pardo selvagem. Sobressai na noite como as lamparinas flutuantes dos navios cortando o fio laminar do oceano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... e as nebulosas distantes? E o nome escavado na cordilheira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, no ano do Rato, onde a manhã é fria como coágulo cristalino na trama dos arvoredos, com símios amedrontando barcaças de musgo. Os olhos do jovem são brotos de ágatas atrás dos antúrios. Migração. Cordas grossas no ancoradouro: passarela de roedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terra à vista: palmeiras esparsas. Esta visão de calor. Sufocante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... e os imensos blocos de gelo na curvatura do horizonte? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para onde evoluem estes passos vacilantes de tua mão? Não sei desta atmosfera sempre aconchegante e calorosa. Nasci no frio e meu duplo aprendeu muito cedo o resguardo de provisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Potestades. A densidade das nebulosas. As cordilheiras e os pavões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encanto perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Converso com o duplo que vive no deserto. O que mais poderia ser além da pedra com o ventre exposto na fúria na água? Rótula da curva solar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes é cansativo ler o que é escrito agora, ou então algum surto de lucidez me revela palavras que eu tinha, tão raras e antigas, profanadas pelos silicatos. Tornadas vermelhas, aquele primeiro vermelho; fugaz, versátil, caloroso. Nesta hora entendo o símio do sonho, e meu duplo mergulha brácteas na infusão das dunas. Ele se entristece, seu corpo de ritual quase desaparece pela nebulosa do pavão. Palavras que nada rezam. Um pouco mais púrpura, mais parda. Ferrugem ancestral. Se fosse assim o vermelho que quis sangrar e que não compreendem. Vermelho sagrado, diz o duplo levitando dentro da esfinge e do zigurate de opalinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jardins de areia suspensos. Torres de água nua. &lt;br /&gt;Aqui, no ano do Rato, é intolerável esta parafernália tropical. O duplo é vermelho. Do carnaval, a gestação das cinzas bentas aduba seu sangue-linfa. Madre-silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-4264566973781650168?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/4264566973781650168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=4264566973781650168&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/4264566973781650168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/4264566973781650168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2008/01/duplicata-ardorosa.html' title='Duplicata ardorosa'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R4upM40M3kI/AAAAAAAAAhI/tzJk2kD1Cdo/s72-c/inanna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-3137977572878615108</id><published>2008-01-04T14:27:00.000-02:00</published><updated>2008-01-04T14:29:36.667-02:00</updated><title type='text'>Ex libris</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Já lá se vão cinco séculos que a mão vindicativa do Onipotente arrancou-me das profundezas da Ásia para vagar por estas terras. Trago comigo o pavor, a desolação, a morte. Mas sus, sou notário do Plano, ainda que outros não o saibam. Já vi coisas piores do que estas, e o maquinar da noite de São Bartolomeu custou-me mais tédio do que quanto agora me apresto a fazer. Oh, por que então se contraem meus lábios neste satânico sorrir? Sou aquele que é, se o maldito Cagliostro não me tivesse usurpado até mesmo este último direito.&lt;br /&gt;Mas o triunfo está próximo. Soapes, quando eu era Kelley, tudo me ensinou, na Torre de Londres. O segredo consiste em se tornar outro.&lt;br /&gt;Com astutos enredos fiz com que Joseph Balsamo fosse encarcerado na fortaleza de San Leo, e me apoderei de seus segredos. Como São Germano desapareci, e agora todos acham que sou o conde de Cagliostro.&lt;br /&gt;(filename: O retorno de São Germano, em O pêndulo de Foucault, de Umberto Eco)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ventre explosivo do céu escurecido, solfejado paulatinamente pela eloqüente invenção pirotécnica, desceu a idéia, do tablado da noite para a confusão rotineira da mente. A idéia, mais uma entre tantas. Tão estrondosa como a dança vertiginosa dos elementos químicos em combustão entre as nuvens tempestuosas e os cálices de frisantes repletos de súplicas e desejos. Tomava forma e já se intuía a natureza de seu destino: esplendorosa e assustadora. Primeiro uma ascensão projetada pela força do fogo, depois o êxtase de fagulhas coloridas semeadas por decibéis inconcebíveis, suplantados pela estranha beleza que os sinalizadores de eventos produzem na ritualística humana. Sinalizadores cósmicos, aglomerações de estrelas, caudas de cometas, eclipses, fogos artificiais – como precisamos destas festas barulhentas a indicar a transição das datas – como os sacerdotes e seu grito de triunfo celebrando a captura de um demônio inventado qualquer, enfim exorcizado por não se adequar ao patamar energético do enfermo lunático. Talvez, com um pouco mais de suavidade, equipare-se este festival externo ao coro vocálico benfazejo que demarca enfim a união de noivos, o nascimento de uma criança ou a vitória em uma olimpíada.&lt;br /&gt;Todas as comparações são válidas para transcrever a glória e a grandeza que se aderiu àquela idéia, nascida do céu e engolfada pela percepção. Agora ela estava envolta pelo tecido muscular e suas linhas pulsantes, ferrovias resistentes por onde o ar desliza e o sangue viaja férreo. Comboios e vagões chamuscados pela eletricidade daquele amontoado de elétrons visionários, capazes de peregrinar mais rápido que a luz, se corretamente mapeados.&lt;br /&gt;A idéia vinha dotada de novos guardiões, ainda desconhecidos, senhores de galáxias insuspeitadas. O que eram estas faces incorpóreas de força nuclear abundante, de bálsamo e fertilidade escorrendo entre as nódoas das falanges que me tocavam a pele como curas psíquicas, tão revigorantes como são os ventos no rosto quando em cruzamento das montanhas?&lt;br /&gt;O mar presente, aquele mundo líquido competindo rugidos com a catarse dos foguetes minúsculos. Pavios combustíveis caindo na estrada móvel das caravelas. Pés descalços, areias ninando seres marinhos, celebrações. E a nova idéia e os novos guardiões do ano. No plural, porque são muitos. Uma legião.&lt;br /&gt;Depois das sete ondas e da semente digerida, estas simplórias crendices que nos regulam o passo coletivo, guardei-a, a idéia e seus senhores, na dobra da saia indiana ornada de leões e miçangas coloridas. Rosas pálidas para a rainha do mar, um giro caboclo alvejando a água salgada com a réplica diminuta de um transatlântico recheado de polpa à proa com reza, pequenos espelhos, níqueis e perfume adocicado. Pela manhã, nada restaria na orla, fora o rastro miserável dos enlatados, embalagens ocas, alguma taça cristalina perdida e, abandonada no intercâmbio da ressaca, a oferenda  devolvida pela deusa ultrajada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retorna ao cerne de tua sala. Mais uma miragem por teus dourados espelhos, teu mundo barroco, teus felinos adormecidos no veludo dos móveis e aquela insistente pátina da poeira dos dias, feito verniz de violino secular, como descrito no livro sobre o interno do museu parisiense. Tuas coleções fatídicas, heresias passadas a te lembrar, agora, que vieste para recuperar tesouros e renová-los. Tua vida avaliada pelo sopro da reciclagem. Nada mudou, desde os séculos negros. Transformou-se, assim como tua saliva volúvel, distribuindo, lado a lado, o santo nome de ídolos tão estrangeiros e distantes, do barro, do lodo, da tríade de estrelas oriontes. Ainda, e talvez hoje em amplitude superior, o peso desta bagagem te trava o coração: o veludo, a ilusão de teu perfil na sombra do gramofone rouco, os livros tantos. Cada personagem vivo em teu coração, materializando tua força e decadência, tuas rotas alcoviteiras de mistérios psíquicos. O vampiro sedento e a alma atormentada pela paisagem do labirinto. Voa teu cabelo multicor: cada rubro fio uma serpente de Nilo. Cada chibatada de vento uma atitude vocálica enlouquecida. A louca condenada avançando para a fogueira, esta idéia que te enrosca o pulso e o suspende pelos ábacos da imaginação. Teu poeta cego, teu redentor inexistente, teu avatar translúcido sorrindo-te abismo no pingente dos  pêndulos. Peregrino de pistas angelicais, perseguindo gravuras de têmperas sacrílegas, a intuir que é de muito longínquo o início de teu fado: talvez do seio iluminista, onde te cuspiam fanfarrices embotando a verdade de teu missal. Ressurja, fênix de teu eu profundo, doado ao enfado dos bastidores. Os guardiões te velam o sonho e tu não ousas pronunciá-los. Mais uma miragem em teus espelhos dourados. Mais um personagem ressuscitado e tu vereis: enroscado na dobra da saia indiana, a vértebra exata te oscilará pelo teu império mais cobiçado. Avante, peregrino quixotesco. Mais um, sempre o mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tinha passado antes da trilha das rosáceas e agora meu futuro é um nome escrito às avessas na murada da grande cidade oriental.&lt;br /&gt;Eu não supria vertigens antes da caçada no topo do vulcão e agora meu presente é uma lasca de madeira petrificada: estaca ou cruzeiro? Nada me fecha a retina pelo eclipse: detentor de apocalipses, sobre a sombra das hastes vegetais. Tua boca me lapida, eu, bruto geodo. Tu: lábio lápide. Eu não tinha saudade antes do teu canto avermelhado e agora meu vislumbre é o címbalo interno que me ressoas quando me matas, de verbo e de dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um autor desconhecido me veio idéia massacrante, porque dilata meus dias e adormece e volta como a expansão constante de uma terra inóspita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Num labirinto a luz se expande&lt;br /&gt;A cada curva encontros e fugas&lt;br /&gt;Procuro os regentes da mente&lt;br /&gt;Senhores de pontos estranhos&lt;br /&gt;Que me levam a crer em você&lt;br /&gt;Mostram que você existe&lt;br /&gt;Em meio a tantos corpos diferentes&lt;br /&gt;Sendo uma sílaba, uma expressão&lt;br /&gt;Uma metade que me completa&lt;br /&gt;O deus que está em mim com o deus que está em você”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é uma busca, é uma constatação. É um documento, uma declaração de amor que me é diariamente um embuste? Um versículo que me cabe? A profecia? Um tratado de reação química? Uma mente catalítica simbiótica? Um ser alienígena, uma molécula, uma descrição botânica? É tudo e mais, sempre o mais. Prestidigitador. Tudo para dizer que tu jogas demais com a natureza de tuas vísceras amortecidas pelo azul. E no final sempre é o meu nome que sentencias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-3137977572878615108?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/3137977572878615108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=3137977572878615108&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/3137977572878615108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/3137977572878615108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2008/01/ex-libris.html' title='Ex libris'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-5718850234462517141</id><published>2007-12-14T23:40:00.000-02:00</published><updated>2007-12-14T23:43:34.506-02:00</updated><title type='text'>Liber</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R2MxJo0M3jI/AAAAAAAAAg4/v0debUWZP_I/s1600-h/livro1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R2MxJo0M3jI/AAAAAAAAAg4/v0debUWZP_I/s400/livro1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144009241032187442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R2MxBI0M3iI/AAAAAAAAAgw/eCRFBei4rio/s1600-h/livro2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R2MxBI0M3iI/AAAAAAAAAgw/eCRFBei4rio/s400/livro2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144009095003299362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R2Mw3o0M3hI/AAAAAAAAAgo/w4iZOmRyXho/s1600-h/livro3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R2Mw3o0M3hI/AAAAAAAAAgo/w4iZOmRyXho/s400/livro3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144008931794542098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R2Mwu40M3gI/AAAAAAAAAgg/0dUl-X8c080/s1600-h/livro4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R2Mwu40M3gI/AAAAAAAAAgg/0dUl-X8c080/s400/livro4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144008781470686722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-5718850234462517141?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/5718850234462517141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=5718850234462517141&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/5718850234462517141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/5718850234462517141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/12/liber.html' title='Liber'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R2MxJo0M3jI/AAAAAAAAAg4/v0debUWZP_I/s72-c/livro1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-2967913600933413541</id><published>2007-12-14T01:08:00.000-02:00</published><updated>2007-12-14T01:15:07.111-02:00</updated><title type='text'>Inflorescer</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R2H02VTbQpI/AAAAAAAAAgU/VGGhxOtHGbQ/s1600-h/petunias.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R2H02VTbQpI/AAAAAAAAAgU/VGGhxOtHGbQ/s400/petunias.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143661463702553234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;berçário de força delicada&lt;br /&gt;matriz purpúrea&lt;br /&gt;da seiva bruta&lt;br /&gt;noturno, bestiário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;petúnia, negra&lt;br /&gt;em plena manhã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-2967913600933413541?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/2967913600933413541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=2967913600933413541&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/2967913600933413541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/2967913600933413541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/12/inflorescer.html' title='Inflorescer'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R2H02VTbQpI/AAAAAAAAAgU/VGGhxOtHGbQ/s72-c/petunias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-4765639404750408368</id><published>2007-12-13T03:05:00.000-02:00</published><updated>2007-12-13T03:15:20.574-02:00</updated><title type='text'>Herberto Helder</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R2C-O1TbQoI/AAAAAAAAAfw/82uIbzmywPI/s1600-h/hh.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R2C-O1TbQoI/AAAAAAAAAfw/82uIbzmywPI/s400/hh.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143319936493109890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;* manuscrito de Herberto Helder.&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.triplov.com/herberto_helder/Minha-cabeca-estremece/index.htm"&gt; Áudio: Minha cabeça estremece&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;...&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-4765639404750408368?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/4765639404750408368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=4765639404750408368&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/4765639404750408368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/4765639404750408368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/12/herberto-helder.html' title='Herberto Helder'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R2C-O1TbQoI/AAAAAAAAAfw/82uIbzmywPI/s72-c/hh.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-7655160577723724628</id><published>2007-12-13T02:55:00.000-02:00</published><updated>2007-12-13T03:00:25.414-02:00</updated><title type='text'>Musa Cega</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R2C7jlTbQmI/AAAAAAAAAfg/xWz8gOF8zDQ/s1600-h/pes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R2C7jlTbQmI/AAAAAAAAAfg/xWz8gOF8zDQ/s400/pes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143316994440512098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravesso a imagem da pedra&lt;br /&gt;Imbuída e lenta de obsidiana&lt;br /&gt;Forças tectônicas me ascendem&lt;br /&gt;E sou a devastação&lt;br /&gt;para sepultar-me&lt;br /&gt;no dom da palavra santa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebo tua voz&lt;br /&gt;E sou o sal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sangue metálico, a pedra&lt;br /&gt;do oratório&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há vida minha&lt;br /&gt;Sem o verbo teu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;terra&lt;br /&gt;meu êxodo sideral&lt;br /&gt;canta em mim como a carne crua de um meteroro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-7655160577723724628?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/7655160577723724628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=7655160577723724628&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/7655160577723724628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/7655160577723724628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/12/musa-cega.html' title='Musa Cega'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R2C7jlTbQmI/AAAAAAAAAfg/xWz8gOF8zDQ/s72-c/pes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-662115200642371285</id><published>2007-12-11T11:51:00.000-02:00</published><updated>2007-12-11T11:59:13.867-02:00</updated><title type='text'>Neuromancer</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"A metáfora para a qual eu devoto este capítulo é uma em que o organismo é visto como mensagem. Organismo é oposto ao caos, à desintegração, à morte, como a mensagem é ao ruído. Para descrever um organismo, nós não tentamos especificar cada molécula nele, catalogá-lo pedacinho por pedacinho, mas sim responder a certas perguntas que revelem seu padrão: um padrão que é mais significativo e menos provável quando o organismo se torna, por assim dizer, mais plenamente um organismo. (Wiener, 1954:95)"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O invisível-esquisito-psicodélico-antropomórfico para a compreensão de certos estágios corriqueiros. Não saem da linha de raciocínio, sugerem. A linha é torta, mas como pingentes, algumas emoções carreadoras de bem-estar, penduram-se. Tem um certo ar de catedral, esta passagem até lá: o imaculado. Através das coisas visíveis procura-se seguir até este local. Elas se dissolvem e se misturam... sem que se perca a elipse individual que lhes satura de cinza e estrela.&lt;br /&gt;Embora não sejam articuladas as palavras para descrever este processo, percebo uma oxigenação de certos sentidos dormentes quando transmutam o pensamento em mais linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo a atração pelo branco e gesticulando mimeticamente, como os calígrafos sobre o grimório, quase se libertam as tensões da musculatura em uma representação meio tosca do segundo ínfimo de alguma iluminação.&lt;br /&gt;Entre a cinza e a estrela. Poderia ser o ponto de ebulição esta adjetivação, mas não. Pressões da atmosfera sobre a pele evitam que o limite dérmico se rompa definitivamente. E agradeço, num compreensível ato de egocentrismo, por esta contida e oposta força, capaz de conter  o atômico rebelde em uma cápsula de pensamentos personalizados. Cinzas. E pó. Tédio vocálico, confortante incompreensão protetora.&lt;br /&gt;Não se vê a utilidade disto: deste proceder (in) voluntário, o de ir até o branco como se vai até uma procissão cansativa mas milagrosa. Pois que a alma parece digerir o corpo, o núcleo fulminando o exterior, aquilo que prende e que conserva e que luta, luta, luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma luta &lt;strong&gt;automata&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se vê poesia aqui, embora gerido do êxtase poético. A sensação é coletiva. Senão não a teria. Impossível a originalidade ou condição especial. Sou também esta passagem ao branco e à procissão. As coisas misturam-se à minha matéria, mas não me fazem transparecer. O branco é fértil.&lt;br /&gt;Não atraem os pensamentos de suicídio, muito menos os depressivos. Há uma alegria constante, apesar deste embate. Diriam falta de pão, falta de amor, falta de deus. Mas eu canso de dizer que é o oposto. &lt;br /&gt;Ir até o branco de outrem. Até o limite que impede a osmose sensorial. Até a página dos livros. Até a tela. Um ciborg construído pelo meio grotesco, tentando revitalizar o traje de um flâneur. Quem sabe o vislumbre  fugidio do imenso e negro bloco pétreo, fetal, no negativo da película vital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é perda de aura, querido Benjamim, é a própria reprodutibilidade da mesma. O holocausto virtual que corrompe as noções de tempo e espaço é o ensaio do que a constituição encefélica pode, sem a extensão de sua massa pelas ferramentas tecnológicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2008: o ano em que faremos contato. Input/Output. Namastê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-662115200642371285?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/662115200642371285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=662115200642371285&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/662115200642371285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/662115200642371285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/12/neuromancer.html' title='Neuromancer'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-6080546253232025940</id><published>2007-12-09T13:59:00.000-02:00</published><updated>2007-12-09T14:04:39.294-02:00</updated><title type='text'>Chagas de Chazal, para sobremesa</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R1wRNVd2-nI/AAAAAAAAAfU/Hu6ifmQ7unE/s1600-h/feira.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R1wRNVd2-nI/AAAAAAAAAfU/Hu6ifmQ7unE/s400/feira.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142003795348617842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;domingo sem ramos. o banquete está servido. fígado do imperador, costela de arcanjo, uma fina flor tropical. todos brancos, posto que são ossos para a fatalidade da deglutição. não se usam diretamente as digitais. as ferramentas de prata são propícias. Evocar... numa sombra aleatória... impérios reinados oligarquias coisas reais no dia do sol. para que não se arquitetem no interior, subtraindo a delicadeza da paisagem natural.&lt;br /&gt;então ler:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Progredindo no seu método, praticou correntemente a cinematografia interior do espírito que fazia funcionar seu inconsciente como um aparelho cinematográfico que projetava, na tela do consciente, um “filme psíquico que o espírito à espreita fixará no vôo, de que extrairá um clichê que reterá em seguida pela pena”. Adscreveu-se a uma “disciplina do subconsciente” para ter os meios “de ver por detrás das coisas, de desvestir a vida”. Cultivou o “narcisismo a contrapelo”, que não é a paixão de se contemplar nos espelhos, mas a ilusão de ser de si mesmo o espelho da natureza. Reuniu todos esses princípios no processo de observação por meio da tríplice vista, que definiu assim: antes, vê uma flor, por exemplo, como todo mundo a vê; depois, identificando-se a essa flor com o olhar, a fim de que ela se integre no seu subconsciente, e lhe torne possível uma visão global do universo que não seja limitada pela experiência humana.&lt;br /&gt;Esse método de Malcolm de Chazal lhe permitiu, numa série de registros sobre o eu e o Universo, estabelecer uma “cosmogonia do invisível”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Sarane Alexandrian, O SURREALISMO E O SONO, 1974)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-6080546253232025940?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/6080546253232025940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=6080546253232025940&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/6080546253232025940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/6080546253232025940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/12/chagas-de-chazal-para-sobremesa.html' title='Chagas de Chazal, para sobremesa'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R1wRNVd2-nI/AAAAAAAAAfU/Hu6ifmQ7unE/s72-c/feira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-8349974500712573173</id><published>2007-12-09T12:31:00.001-02:00</published><updated>2007-12-09T12:35:41.793-02:00</updated><title type='text'>Selo de Bastet</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R1v8mld2-mI/AAAAAAAAAfM/dwimhx8Jaog/s1600-h/gato.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R1v8mld2-mI/AAAAAAAAAfM/dwimhx8Jaog/s400/gato.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141981139396131426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passeata noturna e raio da manhã. O espaço temporal entre a permuta de nossas consciências.&lt;br /&gt;A criatura mergulha na cor inexistente quando o escuro preenche as dobras da rua em declive, realçando as torres elétricas enfileiradas. A cama é macia. Telégrafos e parabólicas ainda faíscam, vaga-lumes, telas, planisférios.&lt;br /&gt;Não me é dado saber aonde vai, pela noite. Por vezes sua memória relampeia no útero da mata com a lembrança de minha voz. Então, pelo território pardacento do semi-sono... algum giro de pétala dourada, close de parede paleolítica... Eu a vejo.&lt;br /&gt;Amanhece. Fagulhas, ceras e segredos recolhidos na celulose do crepúsculo compactado.&lt;br /&gt;Retorna junto com o aquecimento do batente, paralelos aquecidos na radiação.&lt;br /&gt;Clarifica-se o mistério com o foco nas películas que delatam sua romaria: pequenas flores amarelas pela pelagem negra, sementes aladas de dente-de-leão. Seiva invisível de alecrim, hortelã, orvalho sobre espinho de coroa-de-cristo. Ervas daninhas mastigadas, folha de romã, capim e bálsamo andaluz. Terra úmida, brilho solar na pupila sonolenta.&lt;br /&gt;Nos dias mais primitivos, cadáveres ainda frescos entre os caninos: roedores, coleópteros e pássaros de plumagens embaraçadas. Ainda voam, ainda pulsam, envergando-se na frente do sol. Presa e prisma. Sangue recém coagulado, losango preto na trama do olho ensolarado.&lt;br /&gt;Capturo a ossatura das flores e a trama olfativa do cenário: a fotografia do felino negro filtrando a luz. Digestão e recolhimento. Aceito a caça, algumas vezes um funeral. Cavar uma pequena sepultura, lapidando o evento no subconsciente. &lt;br /&gt;Com pessoas também é assim. Perco-as pelo rompimento do fio mental. Não me é dado perceber onde estão. Por onde caminham. Por onde sonham.&lt;br /&gt;Mas há sempre o retorno psíquico. Uma parte minha que se evoca. Talvez um texto lido, uma gramatura surreal. Pintura de lascas díspares. Bizarrices.&lt;br /&gt;Mergulhamos no círculo perceptivo, um do outro, e é também um mistério revelado.&lt;br /&gt;Algumas retornam com pequenas flores amarelas, girassol pela filigrana da palavra. Selo-de-salomão na eloquência. Musculaturas em coma, nos dias mais defensivos, entre dentes e difamações. &lt;br /&gt;Asas, sim, asas na tessitura do toque. Ou golpes doloridos. Aceito a oferenda.&lt;br /&gt;Capturo-os e há digestão ou a repulsiva recusa: fotograma animado do animal cartesiano ativado pelo jogo mortal de reações alquímicas.&lt;br /&gt;Passeata noturna e raio da manhã. Satélite. Consumo e divagações.&lt;br /&gt;Deixamo-nos relembrar na ignição. Cognitivos. Presa e prisma no delta elétrico do rio místico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-8349974500712573173?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/8349974500712573173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=8349974500712573173&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/8349974500712573173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/8349974500712573173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/12/selo-de-bastet.html' title='Selo de Bastet'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R1v8mld2-mI/AAAAAAAAAfM/dwimhx8Jaog/s72-c/gato.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-6669442713639201256</id><published>2007-12-09T01:29:00.000-02:00</published><updated>2007-12-09T04:49:10.372-02:00</updated><title type='text'>Barrabás</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R1ti2ld2-jI/AAAAAAAAAe4/fyBojq1EVzM/s1600-h/barrabas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R1ti2ld2-jI/AAAAAAAAAe4/fyBojq1EVzM/s400/barrabas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141812089483360818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mente escura&lt;br /&gt;No chamado &lt;br /&gt;ao abrupto da região&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que não supõe é a impossibilidade da reprodutibilidade&lt;br /&gt;deveria percorrê-las&lt;br /&gt;as palavras de disfarçado enfado, a inorgânica percepção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dotadas de um ventre circular&lt;br /&gt;metáfora voltagem sacralidade&lt;br /&gt;símbolo inconsciente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;viria comigo pela paisagem imaculada&lt;br /&gt;de face humana&lt;br /&gt;a presença, a consciência que gravita o mundo&lt;br /&gt;pela ótica reticulada... ausente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em túneis rochosos onde o ar decresce e é outra a matéria mensageira de luz&lt;br /&gt;asa de veludo noturno, cruz sem cordeiro, sem nós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mente escura&lt;br /&gt;enroscada por nervuras rubiáceas&lt;br /&gt;orbitais de brilho opaco &lt;br /&gt;a aurora mental&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;viria comigo&lt;br /&gt;onde não houvesse entendimento venoso&lt;br /&gt;no sepulcro da carne&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;talvez, lábio lápide&lt;br /&gt;horizonte o silêncio a mente escura&lt;br /&gt;o chamado inconsciente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ah! Musicalidade de danações&lt;br /&gt;a piromaníaca ausência de tudo que não nos será orquestrado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por vezes ali se recuperam as escrituras perdidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;veja, é pergaminho polpa de códex, também, ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folhas de acalifa, papiro de barrabás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-6669442713639201256?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/6669442713639201256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=6669442713639201256&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/6669442713639201256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/6669442713639201256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/12/barrabs.html' title='Barrabás'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R1ti2ld2-jI/AAAAAAAAAe4/fyBojq1EVzM/s72-c/barrabas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-6973352462275338726</id><published>2007-11-29T12:16:00.000-02:00</published><updated>2007-11-29T12:17:35.763-02:00</updated><title type='text'>Guelras e guerras</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vociferas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vórtice Velame Nodos Sinais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(teu verbo verde voando espiral em mar absinto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aplacam-se feras&lt;br /&gt;Que Minto&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em vértices do tímpano &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teus plânctons vocais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-6973352462275338726?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/6973352462275338726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=6973352462275338726&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/6973352462275338726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/6973352462275338726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/11/guelras-e-guerras.html' title='Guelras e guerras'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-5350384011204463649</id><published>2007-11-22T09:31:00.000-02:00</published><updated>2007-11-22T09:34:51.710-02:00</updated><title type='text'>Através do teu Olho de Iguana</title><content type='html'>Por minuto Aquele que a eternidade se enrosca Gêmula&lt;br /&gt;Molda-se carnívora Translúcida A máscara na face inerte&lt;br /&gt;Caem nos sulcos Cerram as pestanas Revestem as Saliências faciais&lt;br /&gt;As argamassas delicadas Tortuosas de espirais do Mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maquiagem nacarada da Máscara de K.&lt;br /&gt;Finca-se na feição esta película de Alma D`agua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão de dentro desta derme pirateada&lt;br /&gt;É corsária e ali se domam revelações de dobras calcárias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dão-se voltas e mais voltas pela ótica Totalmente nova&lt;br /&gt;De tanta maresia colada na Retina dos Antiquários&lt;br /&gt;Salões de penduricalhos Sagrados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ânforas balbuciam a vida que nelas dorme quando foram urnas&lt;br /&gt;Plasma-se na tessitura do balaústre A espinha dorsal de um ente Mumificado atrás do Sol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heliotrópio Tudo que se pensa&lt;br /&gt;Girando espículas no Imenso escuro da Grande Muralha de Corais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jardins suspensos: pronuncia o Hieróglifo da Concha&lt;br /&gt;Que a nuvem turva faz verter do Céu Austral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desfilam botânicas de todas as espécies&lt;br /&gt;Muitos peixes, esqueletos e barbatanas&lt;br /&gt;Cadavre exquis oriental&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedaços recortados ao acaso&lt;br /&gt;Uns textos Apócrifos Uns receituários Ornamentais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Collage pelo fino papel de Arroz Marinho&lt;br /&gt;Que é a máscara debaixo da máscara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo Aquela que Tudo Lê&lt;br /&gt;Na entranha da Abandonada Residência&lt;br /&gt;Escavada na orla de uma pequena Vila de Carcaça e Sal&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-5350384011204463649?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/5350384011204463649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=5350384011204463649&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/5350384011204463649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/5350384011204463649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/11/atravs-do-teu-olho-de-iguana.html' title='Através do teu Olho de Iguana'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-601361491215741042</id><published>2007-11-22T02:03:00.000-02:00</published><updated>2007-11-22T02:18:56.364-02:00</updated><title type='text'>Nácar</title><content type='html'>O sono nunca restaura Nem o perceptível Coexistem linhas invisíveis Preparadas na minúcia do descuido Algo lembra uma erva encarnada em jardim sem poda Sempre à tona Sombreada Um insulto é assim Uma declaração também Antes de soltarem os respingos lúcidos Pintava-se como a folha do bálsamo Sugando o sol como se sugam as horas e os ponteiros Anticorpos na calmaria A paz nunca restaura Nem o que vacila Os selos alquímicos pulsam Mais que o rio vermelho das clarabóias A mão vacila pelo fogo: nem bem se aniquila o dia com um punhado de alcatrão Busca-se outra dose Menos nociva que a morfina Mas dotada de uma estranha capacidade De insaciedade Na honestidade do vocábulo Nem pássaro nem órbita Isto repugna Agora Outra tatuagem talvez? A pirografia como um rito de beatitude para com o interior Gritando para si o aceitamento Daquela idéia mais absurda Ritualizar Exteriorizar Toda escrita na carne resume-se assim Adormecer com o antigo colar de madrepérolas abaixo da almofada desgastada de noites Que se apagam em uníssono com a chama do perdoável vício Sempre o vento gelado orquestrando sinfonias nas persianas de madeira E dizer que a perdição veio com o claustro inventado Acreditaria mais uma vez Se dissesse com palavras aceitáveis Fluídicas Cada vez que o nega Mais forte fica E fortifica-se da abdicação com que o cerca Não poderá escondê-lo por mais tempo Lembra? A erva encarnada em pequenas partículas de poeira Lunar A ferida Lunar O canto maremoto Contas entre algas Sem poda Indissolúvel Tu sabes dos bloqueios Das fatais erupções Exteriorize a Pérola Que sonda arcaica O que nos salva é aquela única Voz planctônica Volta Preciso voltar Exteriorizar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-601361491215741042?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/601361491215741042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=601361491215741042&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/601361491215741042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/601361491215741042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/11/ncar.html' title='Nácar'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-8203299190329496804</id><published>2007-07-21T10:03:00.000-03:00</published><updated>2007-07-21T10:21:32.225-03:00</updated><title type='text'>Lunares Leoninos</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RqIGM1TOAQI/AAAAAAAAAeo/wZkD8UE5RJQ/s1600-h/leo_pardo.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RqIGM1TOAQI/AAAAAAAAAeo/wZkD8UE5RJQ/s400/leo_pardo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089637346417967362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estarei sempre-viva.&lt;br /&gt;Cultuo esta solidão que laçam,&lt;br /&gt;Mais um palco para o sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho leões&lt;br /&gt;Mesmo adormecidos&lt;br /&gt;Rugem-me evangelhos&lt;br /&gt;Como músicas empoeiradas&lt;br /&gt;Sarapintadas, &lt;br /&gt;letras panteras deslizantes&lt;br /&gt;no livro manuseado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os leopardos sonâmbulos. &lt;br /&gt;Passo-signo. &lt;br /&gt;Leituras que nos caçam &lt;br /&gt;a dinastia extinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incansável realeza&lt;br /&gt;Indestrutível ronda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou sempre-viva&lt;br /&gt;Mesmo adormecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espreito o que me espreitam.&lt;br /&gt;Nada me descreve. Antes, eu.&lt;br /&gt;E tu, e os topázios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo que tenho e que só,&lt;br /&gt;tu alcanças.&lt;br /&gt;Aquilo que tens e que só, &lt;br /&gt;eu alcanço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rugidos e extratos-feras.&lt;br /&gt;Enquanto adormecem&lt;br /&gt;sob nossos calcanhares:&lt;br /&gt;galanteio, vaia, devoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NOTURNO – de Roberto Piva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teus olhos não ficam bem senão em mim &lt;br /&gt;Que desato o bouquet de tua angústia &lt;br /&gt;Neste tempo de espera. &lt;br /&gt;Sofres uma solidão recortada &lt;br /&gt;Na tarde de tuas pálpebras &lt;br /&gt;Absorto no retorno das nuvens &lt;br /&gt;Magoadas de outros climas. &lt;br /&gt;Só eu sei, silêncio de jade, &lt;br /&gt;Flor da manhã, Deus triste, &lt;br /&gt;O que te consola do vento. &lt;br /&gt;Só eu sei que não sabes &lt;br /&gt;Eximir-te do enfado, &lt;br /&gt;Da noite, das bocas.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-8203299190329496804?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/8203299190329496804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=8203299190329496804&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/8203299190329496804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/8203299190329496804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/07/lunares-leoninos.html' title='Lunares Leoninos'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RqIGM1TOAQI/AAAAAAAAAeo/wZkD8UE5RJQ/s72-c/leo_pardo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-3581245760877393891</id><published>2007-07-02T02:33:00.000-03:00</published><updated>2007-07-02T02:39:21.305-03:00</updated><title type='text'>Doses Homeopáticas I</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RoiOjCsjhrI/AAAAAAAAAeY/z08IFn3ezEw/s1600-h/lunarius.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RoiOjCsjhrI/AAAAAAAAAeY/z08IFn3ezEw/s400/lunarius.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082468912157918898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Digitalis purpurea&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu nem sondas&lt;br /&gt;O esmigalhar fagulhas de mariposas&lt;br /&gt;Em encorpados cabernets&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois eu o fiz&lt;br /&gt;E atravessei vinhedos&lt;br /&gt;De olhos encharcados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu nem rondas&lt;br /&gt;O cruzar hortos pagãos&lt;br /&gt;Sem olhos para deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois eu o fiz&lt;br /&gt;Meus olhos vendados&lt;br /&gt;Em corpos, púrpuras corpos&lt;br /&gt;ah teus! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão púrpuras os corpos teus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mandragora officinarum&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canídeo preto&lt;br /&gt;Na pupila&lt;br /&gt;Um embaralhar de naipes&lt;br /&gt;Uma conquista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite miando nas salas&lt;br /&gt;Despe-se uma estrela casta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beija derme&lt;br /&gt;Desterra alma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os territórios gritam&lt;br /&gt;Enforcados nas pálpebras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(mãos carmins ex-traindo ungüentos sob a lua cheia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Papaver somniferum&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendeu com Hipnos&lt;br /&gt;O dom arado das mortalhas&lt;br /&gt;Assim as cobria, todas elas, suas musas árias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disparava um vocábulo qualquer&lt;br /&gt;O ritmo calculado&lt;br /&gt;terra e um silêncio fatídico nos recitais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, no sonho, as ressuscitava.&lt;br /&gt;E era único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Datura Stramonium&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drusas de himalaias&lt;br /&gt;no ápice hormonal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No útero, negras sementes&lt;br /&gt;Ainda ilesas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enlouquecida, mirando o tapume de cercas-vivas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Virás, um dia, meu príncipe mediterrâneo.&lt;br /&gt;E me farás imortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(primeiras exsicatas do herbário cênico de Bellatrix)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-3581245760877393891?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/3581245760877393891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=3581245760877393891&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/3581245760877393891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/3581245760877393891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/07/doses-homeopticas-i.html' title='Doses Homeopáticas I'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RoiOjCsjhrI/AAAAAAAAAeY/z08IFn3ezEw/s72-c/lunarius.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-6478267247078149445</id><published>2007-06-29T19:39:00.000-03:00</published><updated>2007-06-29T20:12:06.496-03:00</updated><title type='text'>Al Berto há-de flutuar meu músculo</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RoWMYisjhoI/AAAAAAAAAd4/d9oYh7YTWR4/s1600-h/alberto.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RoWMYisjhoI/AAAAAAAAAd4/d9oYh7YTWR4/s400/alberto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081622107815904898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;?Pelos deuses&lt;br /&gt;Onde eu estava&lt;br /&gt;Quando se foram&lt;br /&gt;Os deuses?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os deuses de raras malhas&lt;br /&gt;De solitárias calhas&lt;br /&gt;Estes domos, estes capitéis&lt;br /&gt;Castelos de fogo e páscoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendas de circos&lt;br /&gt;Ágoras, ágoras,&lt;br /&gt;adágios&lt;br /&gt;Fóruns menestréis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A páscoa, a páscoa&lt;br /&gt;de Caravaggio&lt;br /&gt;(lebres pagãs férteis&lt;br /&gt;astartes oboés)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressuscitam-me estes deuses&lt;br /&gt;estes ídolos de rima e fábula&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recolhem do mar meus sargaços&lt;br /&gt;guiam-me com sopros a barcaça,&lt;br /&gt;os guizos, os músculos, os pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt; &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=4sd4Ll80_4A"&gt;aqui&lt;/a&gt; um vídeo com materialização em imagens de um poema de Al' Berto, recitado pelo próprio e com composição musical da banda “Os poetas” &lt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Este poema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Há-de flutuar uma cidade&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida&lt;br /&gt;pensava eu... como seriam felizes as mulheres&lt;br /&gt;à beira mar debruçadas para a luz caiada&lt;br /&gt;remendando o pano das velas espiando o mar&lt;br /&gt;e a longitude do amor embarcado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por vezes&lt;br /&gt;uma gaivota pousava nas águas&lt;br /&gt;outras era o sol que cegava&lt;br /&gt;e um dardo de sangue alastrava pelo linho da noite&lt;br /&gt;os dias lentíssimos... sem ninguém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e nunca me disseram o nome daquele oceano&lt;br /&gt;esperei sentado à porta... dantes escrevia cartas&lt;br /&gt;punha-me a olhar a risca de mar ao fundo da rua&lt;br /&gt;assim envelheci... acreditando que algum homem ao passar&lt;br /&gt;se espantasse com a minha solidão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no&lt;br /&gt;coração. mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um dia houve&lt;br /&gt;que nunca mais avistei cidades crepusculares&lt;br /&gt;e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta&lt;br /&gt;inclino-me de novo para o pano deste século&lt;br /&gt;recomeço a bordar ou a dormir&lt;br /&gt;tanto faz&lt;br /&gt;sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Al Berto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"A noite está próxima. O que vejo já não se pode cantar/ caminho com os braços levantados, e com a ponta dos dedos acendendo o firmamento da alma./ espero que o vento passe... escuro, lento. Então, entrarei nele, cintilante, leve... e desapareço."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Morte de Rimbaud – Al Berto – Coliseu de Lisboa 1996)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Fecho com mais força as pálpebras. E da noite da memória crescem, então, estas criaturas. Mostram-me os misteriosos rostos ainda sulcados de sono. Esboçam sorrisos ao canto dos lábios. Erguem-se, movem-se depois, com leveza etérea. Vão pela noite. Enleiam os corpos na trepidação da música, nos intermitentes brilhos das pistas de dança. Embriagam-se. Alucinam. Desgastam hoje o que a noite de ontem deixou que lhes sobejasse do corpo. Vibram, entre desejos de outro corpo e as súbitas derrotas do nocturno amor. Entre esperas quase desérticas e a sedução de um gesto inesperado. São criaturas nem tristes nem alegres. Vivas, apenas vivas e deambulam."&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;(Excerto de "O Trabalho do Pintor” - Al Berto - publicado pela primeira vez no folheto de uma exposição de António Correia, no Centro Cultural Emmerico Nunes, de Sines , em Abril de 1988)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Al Berto e suas polaróids, suas procuras pelos ventos de agosto. Metalúrgico de argilas, sabia que te encontraria no caprichoso tempo. Hoje é tua a pérola polida, na casca, na lança. Tornado/Via. Sacramento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt;&lt;a href="http://www.mun-sines.pt/concelho/F-alberto.htm"&gt;saiba mais sobre ele aqui&lt;/a&gt;&lt; ou &gt;&lt;a href="http://www.geocities.com/aierie"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas férias forçadas quase no fim. Não sei quando terei de novo chance de ficar lendo como eu li durante este período. Valias inéditas: cartografia fantástica (quantas léguas andei!). E recebi mais um presente dos deuses. Veio de canoa. Um dia será mapeado aqui. Privei-me uns dias de tuas travessias / meu senhor das estradas / mas foram as de terra / não as de água e fogo e ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois creio que devo me interar deste grupo “Os poetas”. Tudo que fiquei vasculhando hoje caía no rastro deles. Hiperligação sinestésica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-6478267247078149445?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/6478267247078149445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=6478267247078149445&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/6478267247078149445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/6478267247078149445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/06/al-berto-h-de-flutuar-meu-msculo.html' title='Al Berto há-de flutuar meu músculo'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RoWMYisjhoI/AAAAAAAAAd4/d9oYh7YTWR4/s72-c/alberto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-502088767792718286</id><published>2007-06-29T13:23:00.000-03:00</published><updated>2007-06-29T20:09:09.576-03:00</updated><title type='text'>Obliteration Charm</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RoU16isjhmI/AAAAAAAAAdo/g8g9ulQMBMo/s1600-h/marcador.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RoU16isjhmI/AAAAAAAAAdo/g8g9ulQMBMo/s400/marcador.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081527034419840610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ali&lt;br /&gt;No penhasco&lt;br /&gt;Do erro ortográfico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(te doei a contramão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim&lt;br /&gt;Pulo fátuo&lt;br /&gt;Um hiato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(aceleração)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;devolveste&lt;br /&gt;gravidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(por que fizeste? por que fizeste?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;monossílabo&lt;br /&gt;claridade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(era ilha translado,&lt;br /&gt;tu só viste a cidade)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os obeliscos, as grades&lt;br /&gt;a pressa, a fome&lt;br /&gt;a peste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;apaga-me&lt;br /&gt;grafita&lt;br /&gt;ou veste-me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(obliteração)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Obliteration Charm &lt;/strong&gt;(termo em inglês citado no livro 5 – Harry Potter e a Ordem da Fênix) - &lt;strong&gt;Feitiço de Obliteração &lt;/strong&gt;(traduzido assim por Madame Pince). Útil para apagar vestígios, como pegadas. A personagem Hermione o usou para apagar na neve as suas pegadas, de Ron e de Harry, como se não tivessem entrado na cabana de Hagrid. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt; &lt;a href="http://www.madamepince.com/"&gt;aqui um atalho para o dicionário de Madame Pince&lt;/a&gt;&lt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Para os fãs da escrita urbana que mergulha em simbolismos e mitologias de J. K. Howling, vale uma visita com ares de beco diagonal pelo sítio &lt;a href="http://www.potterish.com/"&gt;Potterish&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RoUzNSsjhjI/AAAAAAAAAdQ/rjg-9PxFdq4/s1600-h/banner.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RoUzNSsjhjI/AAAAAAAAAdQ/rjg-9PxFdq4/s400/banner.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081524058007504434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-502088767792718286?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/502088767792718286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=502088767792718286&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/502088767792718286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/502088767792718286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/06/obliteration-charm.html' title='Obliteration Charm'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RoU16isjhmI/AAAAAAAAAdo/g8g9ulQMBMo/s72-c/marcador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-5252403095726183938</id><published>2007-06-29T00:36:00.001-03:00</published><updated>2007-06-29T00:40:56.425-03:00</updated><title type='text'>Ao correr da pena</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RoR_MSsjhhI/AAAAAAAAAdA/Z52eef6-8G4/s1600-h/museu_do_mar.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RoR_MSsjhhI/AAAAAAAAAdA/Z52eef6-8G4/s400/museu_do_mar.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081326128734635538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu sangue pardo&lt;br /&gt;Índio, a tez.&lt;br /&gt;No meu sangue pardo&lt;br /&gt;Navio, português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mil poetas calam&lt;br /&gt;Cancioneiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na nevasca deste veio&lt;br /&gt;Calam os espelhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escribas, marinheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no meu sangue calo&lt;br /&gt;um fado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;granizo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;correio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-5252403095726183938?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/5252403095726183938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=5252403095726183938&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/5252403095726183938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/5252403095726183938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/06/ao-correr-da-pena.html' title='Ao correr da pena'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RoR_MSsjhhI/AAAAAAAAAdA/Z52eef6-8G4/s72-c/museu_do_mar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-8549822821033068430</id><published>2007-06-28T15:03:00.000-03:00</published><updated>2007-06-29T20:07:13.542-03:00</updated><title type='text'>Caminhos por campos de campânulas</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RoP4RysjheI/AAAAAAAAAck/kS90ld1Dzrw/s1600-h/foxglove.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RoP4RysjheI/AAAAAAAAAck/kS90ld1Dzrw/s400/foxglove.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081177789154166242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto de Albert Renger-Patzsch, que encontrei no blog &lt;a href="http://mhroque.blogspot.com/"&gt;Digitalis Kitsch Blog&lt;/a&gt;, de Maria Helena Roque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá encontrei:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"- COLLAGE BLOG - Do Nome do Blog: Quando criança ao deambular pela serra da Lousã sentia um obsessivo fascínio pelas campânulas das dedaleiras (Digitalis Purpurea). Mais tarde, explicaram-me que as suas folhas depois de secas podiam ter duas funções: alivar os males cardíacos ou envenenar de modo subreptício. A cura ou a morte dependeriam, apenas, da dose e da intenção."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As campânulas são realmente sinos que retinem nos convidando para passeios ótimos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-8549822821033068430?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/8549822821033068430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=8549822821033068430&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/8549822821033068430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/8549822821033068430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/06/caminhos-por-campos-de-campnulas.html' title='Caminhos por campos de campânulas'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RoP4RysjheI/AAAAAAAAAck/kS90ld1Dzrw/s72-c/foxglove.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-8447351507864457493</id><published>2007-06-27T03:08:00.000-03:00</published><updated>2007-06-27T03:13:54.257-03:00</updated><title type='text'>Luteria, sob os galhos estrelados, de anis.</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Sê conciso&lt;br /&gt;Sopro de abetos-fachos&lt;br /&gt;Violino&lt;br /&gt;diz&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não consigo&lt;br /&gt;Nódoa de carvalhos&lt;br /&gt;Daqueles antigos&lt;br /&gt;digo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Sê contido&lt;br /&gt;Doma o enleio&lt;br /&gt;Corda&lt;br /&gt;atriz&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não retiro&lt;br /&gt;A poda certa&lt;br /&gt;me encurta&lt;br /&gt;Bonzai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chora e sofre&lt;br /&gt;Ramo em corte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se desnudo&lt;br /&gt;Lágrima dote&lt;br /&gt;me trai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Assim: não me vês.&lt;br /&gt;Beijo-te a fronte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrenós&lt;br /&gt;Natais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rés e sóis&lt;br /&gt;Chafariz&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Grande parte dos instrumentos de cordas (violino, violoncelo e contrabaixo) utilizam tradicionalmente o abeto em sua parte superior (tampo harmônico) e em algumas partes localizadas no interior do instrumento, pois esta madeira confere uma característica peculiar de ressonância muito apreciada pelos grandes mestres da lucheria, como Antonio Stradivari, Nicola Amati, Andrea Guarneri e muitos outros.” &lt;/em&gt;&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abeto"&gt;isto tirei daqui&lt;/a&gt;&lt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por falar em plantas: em um dos blogs que gosto muito contaram dos únicos sinos e azuis que não me entristecem – &lt;a href="http://dias-com-arvores.blogspot.com/2007/06/os-sinos-tocam-azuis.html#links"&gt;Dias com Árvores, no dia das dedaleiras&lt;/a&gt;. É um sinal. Digitais azuladas começam também a escrever do outro lado do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevamo-nos então. Não precisamos de tímpanos. Precisamos de eloquências. Em certos dias. O vento escolhe o destinatário. Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-8447351507864457493?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/8447351507864457493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=8447351507864457493&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/8447351507864457493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/8447351507864457493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/06/luteria-sob-os-galhos-estrelados-de.html' title='Luteria, sob os galhos estrelados, de anis.'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-5436921317639600647</id><published>2007-06-26T00:14:00.000-03:00</published><updated>2007-06-26T00:49:01.556-03:00</updated><title type='text'>Achados e Perdidos no Vale do Pó</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RoCE2RoOUBI/AAAAAAAAAcQ/vZSzoEH75Dw/s1600-h/carta_mary.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RoCE2RoOUBI/AAAAAAAAAcQ/vZSzoEH75Dw/s400/carta_mary.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080206447653834770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu verbo tonicidade de todos os dias é&lt;br /&gt;Eu acho&lt;br /&gt;Eu acho&lt;br /&gt;Eu acho&lt;br /&gt;Porque procuro&lt;br /&gt;Vasculho todos os céus que escorrem&lt;br /&gt;Corredeiras que despencam&lt;br /&gt;Um pouco que secam nas estiagens&lt;br /&gt;Quando um pranto esquerdo desalento me acha&lt;br /&gt;No meio das procuras, das viagens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impacto que não se controla&lt;br /&gt;Das coisas do mundo que giram se achando&lt;br /&gt;Eternamente&lt;br /&gt;Estas metades estas migalhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é universo&lt;br /&gt;Big-bang&lt;br /&gt;Até que provem o contrário&lt;br /&gt;É Zeus e suas parafernálias&lt;br /&gt;No alto dos morros&lt;br /&gt;eu morro tu morres ele morre&lt;br /&gt;tudo tônico sangrento vertendo&lt;br /&gt;por nós&lt;br /&gt;até alienígenas crucificam um mártir&lt;br /&gt;cordeiro e lobo&lt;br /&gt;veja em marte aquela divina face&lt;br /&gt;ampulheta respiradouro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zeus deus meu me devolve intacto o coração dourado&lt;br /&gt;Da águia que beija teu titânico rito&lt;br /&gt;Teu fígado&lt;br /&gt;Tu meu déspota meu curandeiro ateu&lt;br /&gt;Prometeu&lt;br /&gt;Aquele que nos prometeu&lt;br /&gt;O enviado&lt;br /&gt;Que busco&lt;br /&gt;E que todo minuto acho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há a continuidade deste meu acho&lt;br /&gt;Eu acho&lt;br /&gt;Eu marcho&lt;br /&gt;Pelos lamaçais&lt;br /&gt;Marciais que me acham num silêncio de estacas&lt;br /&gt;Enfileiradas nas cercas&lt;br /&gt;Aquelas das vespas que um dia tu me enviaste&lt;br /&gt;Eram sete no Egito&lt;br /&gt;Esta via que me lançaste&lt;br /&gt;É o oitavo achado de um homem&lt;br /&gt;Que busca e rebusca&lt;br /&gt;Perdido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acha&lt;br /&gt;Tudo o acha&lt;br /&gt;o racha&lt;br /&gt;o lasca&lt;br /&gt;Nos agudos músculos&lt;br /&gt;Agonia me move nos move esta via &lt;br /&gt;etrusca&lt;br /&gt;Porque a vida é agonia de bruxos&lt;br /&gt;E me prove o contrário&lt;br /&gt;Quem nunca busca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não me cuido&lt;br /&gt;Não me virtualizo virtuose do lácio&lt;br /&gt;Corretores ortográficos&lt;br /&gt;Corredores funerários&lt;br /&gt;Morais beatificados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me acham&lt;br /&gt;Mentira&lt;br /&gt;Me racham&lt;br /&gt;Me laçam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu busco&lt;br /&gt;E te acho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te crucifico, escritor de caduceus.&lt;br /&gt;Em meu apelo a(deus).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quem com cálamo busca com cálamo será achado.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-5436921317639600647?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/5436921317639600647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=5436921317639600647&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/5436921317639600647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/5436921317639600647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/06/achados-e-perdidos-no-vale-do-p.html' title='Achados e Perdidos no Vale do Pó'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_QYWFOCzUI60/RoCE2RoOUBI/AAAAAAAAAcQ/vZSzoEH75Dw/s72-c/carta_mary.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-6681925809615069235</id><published>2007-06-25T17:32:00.000-03:00</published><updated>2007-06-25T17:40:57.167-03:00</updated><title type='text'>Hoje são 14 signos na elíptica, sabia</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje acordei foram 14 horas de olhares colabados&lt;br /&gt;mente solta de tapetes voadores na imensidão desconhecida encontrei Jung bigode de gato barbatana de furacão&lt;br /&gt;14 versículos me assaltaram na frieza da madrugada não ouvia o gelo batendo na vidraça meus olhos fechados com sopros de areia de morpheus e teu delírio com caninos dentro das bolhas de sabão&lt;br /&gt;não ouvia tímpano encerado por moluscos pegajosos e sábios da partitura do mar meus ouvidos vivos sem ouvir o gelo na vidraça que engole a encruzilhada do meu lar&lt;br /&gt;foi o dono das chuvas que encantatório de ciladas me navegou com uma frase de marulho de praia vi os botos cintilantes na boca dele enseada&lt;br /&gt;casa d`água casa d`água de Karl foi para dentro dela que voei sem asa&lt;br /&gt;as areias me doíam também tem sinos na poeira nunca viste?&lt;br /&gt;os tremores calafrios de um bardo bravio sonolento que no alto dos penhascos cortava a branca cheia lua onde tu te pariste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu entrei na casa d`água de lacres selados na porta de sal&lt;br /&gt;Porcelana grama seca de gotículas afugentadas na bela fina xícara do teu milagroso chá&lt;br /&gt;Camélia de damas o jogo desenhado na beira da louça polida que tu és metalúrgico das argilas e no disparate deste teu tão marejado não resisto não resisto não resisto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 setas na pálpebra de budah teu símbolo transcendental&lt;br /&gt;14 setas me invadiram junto com as areias de morpheus&lt;br /&gt;e não via a fria nave&lt;br /&gt;transpirava um calor de docas&lt;br /&gt;no meu ninho pardo vinte e oito rotas&lt;br /&gt;de tu e teu receituário isento de ostentações&lt;br /&gt;belo meu guru oriental&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 beijos te daria&lt;br /&gt;na alma líquida de estradas&lt;br /&gt;que tu me veio para adocicar&lt;br /&gt;versos sendas sabás ilusões enluaradas&lt;br /&gt;14 máscaras te rasgo&lt;br /&gt;tu me encanta&lt;br /&gt;eu te engasgo&lt;br /&gt;com areia com gelo&lt;br /&gt;com meu cansado coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;leo pardo&lt;br /&gt;fita o lago&lt;br /&gt;inverno passeia um rio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tu, cornucópia&lt;br /&gt;pavio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ouço citaras e miro uma china amarela atrás da chuva que hoje por aqui caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tudo é oriental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-6681925809615069235?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/6681925809615069235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=6681925809615069235&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/6681925809615069235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/6681925809615069235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/06/hoje-so-14-signos-na-elptica-sabia.html' title='Hoje são 14 signos na elíptica, sabia'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-9149617238727226477</id><published>2007-06-24T19:57:00.000-03:00</published><updated>2007-06-24T19:59:01.886-03:00</updated><title type='text'>Desconexões fatídicas para aquele que não se deixa tocar</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;M&lt;/strong&gt;ergulhei em tua mente como havia solicitado em prece antiga.&lt;br /&gt;Não sonhava com asas e brânquias esfareladas eram tudo que me restavam de heranças do leito dos oceanos amnióticos. Assim, cruzei-te no intercâmbio fluídico com a confiança que os líquidos entornam nos primeiros tecidos epiteliais. Mórulas, gástrulas e diferenciações histológicas compreendiam-me e me doavam poderes alquímicos. O fiz, digo, o contornei como um lago plácido em noites de pós-tempestade vulcânica – sorrateiramente. Farelos, cascas intactas de fuligem contorcionista abriam caminhos cada vez mais gêmeos de um antigo mar vermelho aberto em brasa por façanhas bravias de cavaleiros enigmáticos.&lt;br /&gt;Como te caminhei. Como te caminhei. Léguas e submersões. &lt;br /&gt;Eu aprendi a linguagem de anêmonas solitárias e suas tentaculares projeções efervescentes no pranto mais escuro do útero marinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu não me sabias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre dardejando fiapos de nuvens altas e leves. Que tua missão terrena é sondar pluma e levitação aérea no carrossel das vagas brilhantes que tombam pelas falésias. No galope de unicórnios submarinos seguia um rastro que sabia teu intuito. Onde gotejam pequeninas facetas de corais em formação. Pulsantes, cordatas, fissuras pelas quais o céu tomba e se oculta e se revela crepúsculo depois aurora depois eclipse até que o raio cristalize uma passagem violeta entre galáxias acobreadas. Tão ave, tão alva, tão ave, tão alva.&lt;br /&gt;Não me soube assim tão em fuga de águas. Não percebi que uma chuva tão pura poderia ser azul devoluto no seio das terras. Não me soube alada criatura.&lt;br /&gt;Meus tentáculos rizomas fibras e fertilidades não poderiam esvoaçar além do inferno aquático assombrado por seres tão desconhecidos. Que me foram surpresas alcoviteiras sedentas de submundos. Segui-as como se segue em vida a curva da tumba que é certeza de sonhos nunca interrompidos. Pela suprema corte dos rios subterrâneos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pelo desejo de um mundo além de mundos, desviei de tua rota soberana, que me era redenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei um mestre abnegado de paraísos flutuantes. Grave como um desfiladeiro desenhado no centro de um campo claro de arrozais. Olhos de chacal. Veias de betume e carvão. Assustador o fascínio desta gravidade que me sugava como se a sede fosse um cordão nos unindo pelo umbigo. Nutrição estonteante. Parasitas de nós. Inventamos vórtices de sumidouros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então me soubeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tombo de um olhar ofegante em grimórios de revelação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermético. Soube-me com teu conhecimento. Mas não pude voltar. E não poderei jamais.&lt;br /&gt;Vejo um afastamento cada vez mais profético entre tu, meu coração e tu, meu espírito.&lt;br /&gt;Onde a epístola retumba nos corredores de sangue e febre, formulo um medo qualquer de face horrenda e harpia de astrais vênulas, arremesso o corpo etéreo e me deixo saciar nas águas redemoinhos que nada voam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim será, pela jornada zodiacal. Escorpionídeos prateados caminham em salinas provocando ventos boreais. E a água move moinhos cada vez mais próximos das quedas milagrosas que mistificam desertos inóspitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu continuas cintilando, coração mercurial. Eu, astro e invisibilidade, mergulho bíblico no manto das imortalidades bizarras. Tenho oceanos tridentes chacais. Outras mentes portais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-9149617238727226477?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/9149617238727226477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=9149617238727226477&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/9149617238727226477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/9149617238727226477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/06/desconexes-fatdicas-para-aquele-que-no.html' title='Desconexões fatídicas para aquele que não se deixa tocar'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-2491930066318567210</id><published>2007-06-24T03:31:00.000-03:00</published><updated>2007-06-24T03:34:48.989-03:00</updated><title type='text'>Pontes que matam</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me consigo dormir. Não me fecham os olhos. Não me caibo em minhas retinas.&lt;br /&gt;Leio tantas sílabas aleatórias que minhas pulsações retinem acordes de babel, a(s) e z(s) como sinos desafinados pelos fluidos corpóreos.&lt;br /&gt;Não me consigo domar. Não me descansam as nervosas conexões. Não me sacio com minhas próprias palavras.&lt;br /&gt;Ouço três canções ao mesmo tempo. Percebo que um caos sonoro descontrolando a unificação dos sentidos permite-me vagamente delinear um ritmo único. Um ritmo de caravana perdida entoando mantras na areia. Um gongo, um zumbido entorpecendo o que não me cala, o que não me amarra.&lt;br /&gt;Não me contraio, circulo-me e distancio-me da identidade. Não me desmaio. Nem um toque humano corrigiria o estágio pandemonium neuronal. Abstraio-me cada vez mais. Distancio-me. Distancio-me. Diria transe, diria euforia, diria histeria. Mas não me caio, não me traio. Sou mais que um véu. Não me retalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rezo. Om(s) e uma cantiga qualquer. Metal e flashes pontuais. Um feixe. Laser e radiação no alvo. Estrondo e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquieto-me. E me materializo, pontifico, aqui. Na ponte. Fusão. Depois silêncio. Desabo-me em ti. Sonolência já delineada nos cílios noturnos. Visões de fábulas sob o travesseiro. Dormir, talvez sonambular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a travessia, em duas versões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PONTE&lt;br /&gt;Franz Kafka&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu estava rígido e frio, era uma ponte, estendido sobre um abismo. As pontas dos pés cravadas deste lado, do outro as mãos, eu me prendia firme com os dentes na argila quebradiça. As abas do meu casaco flutuavam pelos meus lados. Na profundeza fazia ruído o gelado riacho de trutas. Nenhum turista se perdia naquela altura intransitável, a ponte ainda não estava assinalada nos mapas. - Assim eu estava estendido e esperava; tinha de esperar. Uma vez erguida, nenhuma ponte pode deixar de ser ponte sem desabar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, era pelo anoitecer - o primeiro, o milésimo, não sei - meus pensamentos se moviam sempre em confusão e sempre em círculo. Pelo anoitecer no verão, o riacho sussurrava mais escuro - foi então que ouvi o passo de um homem! Vinha em direção a mim, a mim. - Estenda-se, ponte, fique em posição, viga sem corrimão, segure aquele que lhe foi confiado. Compense, sem deixar vestígio, a insegurança do seu passo, mas, se ele oscilar, faça-se conhecer e como um deus da montanha atire-o à terra firme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele veio; com a ponta de ferro da bengala deu umas batidas em mim, depois levantou com ela as abas do meu casaco e as pôs em ordem em cima de mim. Passou a ponta por meu cabelo cerrado e provavelmente olhando com ferocidade em torno deixou-a ficar ali longo tempo. Mas depois - eu estava justamente seguindo-o em sonho por montanha e vale - ele saltou com os dois pés sobre o meio do meu corpo. Estremeci numa dor atroz, sem compreender nada. Quem era? Uma criança? Um sonho? Um salteador de estrada? Um suicida? Um tentador? Um destruidor? E virei-me para vê-lo. - Uma ponte que dá voltas! Eu ainda não tinha me virado e já estava caindo, desabei, já estava rasgado e trespassado pelos cascalhos afiados, que sempre me haviam fitado tão pacificamente da água enfurecida.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Tradução de Modesto Carone)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A PONTE&lt;br /&gt;Franz Kafka&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu era rígido e frio, eu era uma ponte; estendido sobre um precipício eu estava. Aquém estavam as pontas dos pés, além, as mãos, encravadas; no lodo quebradiço mordi, firmando-me. As pontas da minha casaca ondeavam aos meus lados. No fundo rumorejava o gelado arroio das trutas. Nenhum turista se extraviava até estas alturas intransitáveis, a ponte não figurava ainda nos mapas. Assim jazia eu e esperava; devia esperar. Nenhuma ponte que tenha sido construída alguma vez, pode deixar de ser ponte sem destruir-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi certa vez, para o entardecer - se foi o primeiro, se foi o milésimo, não o sei - meus pensamentos andavam sempre confusos, giravam, sempre em círculo. Para o entardecer, no verão, obscuramente murmurava o arroio, quando ouvi o passo de um homem. A mim, a mim. Estira-te, ponte, coloca-te em posição, viga órfã de balaústres, sustém aquele que te foi confiado. Nivela imperceptivelmente a incerteza de seu passo, mas se cambaleia, dá-te a conhecer e, como um deus da montanha, atira-o à terra firme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio, golpeou-me com a ponta férrea de seu bastão, depois ergueu com ela as pontas de minha casaca e arrumou-as sobre mim. Com a ponta andou entre meu cabelo emaranhado e a deixou longo tempo ali dentro, olhando provavelmente com olhos selvagens ao seu redor. Mas então - quando eu sonhava atrás dele sobre montanhas e vales - saltou, caindo com ambos os pés na metade de meu corpo. Estremeci-me em meio da dor selvagem, ignorante de tudo o mais. Quem era? Uma criança? Um sonho? Um assaltante de estrada? Um suicida? Um tentador? Um destruidor? E voltei-me para vê-lo. A ponta de volta! Não me voltara ainda, e já me precipitava, precipitava-me e já estava dilacerado e varado nos pontiagudos calhaus que sempre me tinham olhado tão aprazivelmente da água veloz.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Tradução de Torrieri Guimarães)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que fui esta ponte, na íntegra e na flexibilidade: sorri-me. No sonho: serei mais tu do que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-2491930066318567210?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/2491930066318567210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=2491930066318567210&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/2491930066318567210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/2491930066318567210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/06/pontes-que-matam.html' title='Pontes que matam'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-7108190348079286175</id><published>2007-06-23T12:26:00.000-03:00</published><updated>2007-06-23T12:28:34.990-03:00</updated><title type='text'>Semáforos e Caninos</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem eu fui atropelada. É sério mesmo, bem assim... Nada de dizer uma coisa para falar outra.&lt;br /&gt;Estava uma semana e meia de castigo em casa porque cuidava de uma crise infecciosa nos brônquios. Meus pulmões sempre tiveram o dom de pagar pelos meus pecaminosos surtos mentais.&lt;br /&gt;Então resolvi aspirar um pouco de ar urbano e consegui chegar um minuto antes do término do expediente em um tabelionato. Burocracias que a gente tem de enfrentar. E que detesto. Fui atendida por uma atendente muito mal-humorada por ter de carimbar mais um papelzinho. Entendi a energia estagnada na face da moça. Imagina quantos carimbos já não devia ter suspendido e tombado nas tediosas massas celulósicas de documentos chatos. Coisa de dar L.E.R.&lt;br /&gt;Certidão de nascimento, cadastro de pessoa física, histórico escolar autenticados. (é, na verdade foram mais 3 carimbinhos atrasando a felicidade de acabar com mais uma semana de trabalho árduo e mecânico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui atravessar a rua. Faltavam uns dez passos para a faixa de pedestres e o sinal estava fechado para os automóveis. Aparentemente tudo tranqüilo. Resolvi vencer a rodovia ali mesmo, porque as faixas de pedestres me dão uma espécie de tontura, todas aquelas linhas tracejadas e etc... Mas não foi por isto que resolvi atravessar antes de alcançá-la. Foram aqueles dois minutos de bobeira que a gente tem durante as 24 horas do dia. Ainda olhei para os dois lados e tudo estava no controle. Duas moças loiras no carro me viram e uma delas até me sorriu. Ah, sei lá. Eu sorrio para desconhecidos e fico bem feliz quando me correspondem. E este gesto também indicava que não correria o risco de não ser vista caso o carro quisesse ultrapassar o sinal. O outro veículo também no controle. O moço até me viu mas não retribui meu sorriso porque estava acompanhado e quando dei aquele sorrisinho básico que a gente concede a pessoas estranhas, ele desviou o rosto e mirou a sua acompanhante, sorrindo para ela com o canto dos lábios. Eu não fiquei nem um pouco enciumada, me bastando a certeza de que também tinha sido vista e que poderia caminhar sem maiores conturbações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fato é que apareceu uma motocicleta enlouquecida costurando os carros de meus quase-conhecidos companheiros de avenidas. O sinal estava fechado para veículos, mas vocês devem saber que um motoboy só é motoboy se costurar uma fila de autos. O trágico é que  eu estava bem no meio da linha imaginária que adiantaria a trajetória do rapaz. Se não fosse minha antológica presença humana, o destino do moto-crazy-boy seria algo que também tem sangue vermelho – o semáforo. Ele teria de esperar mesmo com toda aquela acrobacia desenfreada. Resultado: eu, com meu sutil e discreto casaco com estampa de vaquinha, meu pentagrama prateado e todos os carimbos azulados para o alto e adiante. Na hora eu pensei: Meu deus, então acho que me ferrei, mas não quero pensar coisas ruins neste minuto, porque pode ser o meu último minuto e quero atravessar este portal tão temido entreplanos com o melhor pensamento que puder me restar nesta cabeça cheia de vento. Eu juro que deu tempo ainda de olhar para bem alto e perceber que o céu estava de um azul tão lindo e tão etéreo que fixei toda minha consciência ali. E acreditem: eu não creio que vamos para o céu católico quando desencarnamos ou seja lá que termo melhor utilizar para descrever esta passagem. Mas aquele céu me entrou pela retina de uma forma tão suprema que eu não senti a dor do impacto. Ainda olhando o celeste panorama, caí estatelada no chão azulado de piche e tinta amarela. O moto-crazy-boy me lançando impropérios por cima de sua ira, esquecendo que talvez ganhasse melhor o céu dele caso resolvesse me ajudar a levantar. A moça que me sorriu já vinha ao meu encontro quando o moço que não tinha me sorrido saiu do carro e solicitamente me ajudou. Ainda recolheu meus papéis espalhados pela calçada e me indicou  pentagrama arrebentado embaixo do pneu da motocicleta. Como já tinha parado o trânsito e vi que ainda distinguia o céu lindamente azul por cima de toda a cena trágica-cômica, levantei-me, fiz uma reverência teatral dizendo a todos que eu estava muito bem. E o trânsito fluiu normalmente, inclusive o meu cardíaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No hospital a radiografia me permitiu observar alguns de meus ossos. Eu não me conhecia tão profundamente assim. Achei interessante observar que a caixa torácica lembra uma antiga caixinha de músicas que tinha quando criança. Eu gostava de ver o mecanismo interno da caixinha quando a corda animava magicamente a bailarina oriental de uma perna só.&lt;br /&gt;Não fraturei nada. Fiquei com uns arranhões pelo corpo todo e até agora não entendo como eles se dispuseram de uma forma tão engraçada pela minha derme. Ardem um pouco, mas não chegam a doer. Sinto um desconforto quando me movimento muito bruscamente e quando desço as escadas de minha casa (coisa que faço o tempo todo). O médico disse-me que ainda sentirei por cinco dias a costela meio que desprendida dentro do corpo. E estou sentindo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fora isto, estou com um humor ótimo e com muita disposição para ler poesias e blogs que fico vasculhando pela rede. Tem uns interessantíssimos, com pessoas que expressam belamente suas percepções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É... Não foi desta vez. Tenho muito céu azul ainda para confraternizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** acabo de ler na &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Motoboy"&gt;Wikipédia&lt;/a&gt; que na verdade eu fui atropelada por um cachorro louco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-7108190348079286175?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/7108190348079286175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=7108190348079286175&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/7108190348079286175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/7108190348079286175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/06/semforos-e-caninos.html' title='Semáforos e Caninos'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-4473028626236351060</id><published>2007-06-21T12:45:00.000-03:00</published><updated>2007-06-21T12:47:44.906-03:00</updated><title type='text'>Cartas do desamor criativo</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe. Eu procuro uma outra forma de escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei lá. Entôo algum cântico inspirador para abrir a vênula literária e o verbo começa a jorrar. E despontam as lâminas, coisas de atingir coisas... é assim. Ferir, meu verbo de ferir. Eu não queria, sabe. Caninos rubros, estrelas assombradas, cones ritualísticos. Corvos também. E os leões alados que me perseguem desde criança. Eu os vi uma noite de febre, dentro de um desenho de goteira na parede e caí na idéia de os animar. Então eles nunca mais se afastaram de minha letra. E todo processo criativo começa assim: entoar um cântico inspirador e aguardar o rugido. E é um som de atabaque e é brasa estalando festim de salamandra. Os felinos desfilam primeiro. Depois vão brilhando espadas e outras coisas medievais. E daí este tipo de disposição arquitetônica onírica me carrega para espaços amplos com perfume de bosques selvagens. Como os intuo pelo olfato, sei que devo caminhar até lá. Então me perco da maioria. Desvirtuo-me será? Do que me faz sonhar não, com toda certeza. Porque me sinto naturalmente bem situada nestes circos fabulosos de cores distorcidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu imaginei que projetando tua face mística no começo das invocações me transportaria para algum estágio menos larval... sabe o lance bem batido de depois da metamorfose sopra a asa colorida azul-angelical-celeste e blá-blá-blá... Mas meu caro, acontece o oposto. Tua face mística no começo das invocações acelera de uma forma tão fenomenal meus simbolismos mais indigestos que até me dá um nó metafísico. Abrem-se portais expressionistas na minha imaginação. Atmosfera em sépia com flores que lembram garras rasgando o céu, como preces desesperadas. É uma coisa placentária, paisagem de planeta povoado por seres que não precisam de oxigênio. Magma, vidro vulcânico, peróxido corrosivo. Fadas pálidas com brilhos perolados começam a plasmar-se de um luar crescente.&lt;br /&gt;Bem, depois comecei a perceber que todas estas eviscerações não  poderiam ser atribuídas à tua face mística (que eu inventei, claro). Porque meio que te sinto amor. E o amor como vejo é algo assim: eu te vejo como coisa boa e suave que me transpõe a lugares celestiais, leves, com todas estas coisas doces e meigas que as pessoas depositam tantos sentimentos nobres e corretos. Não é que te ame porque você me faz sentir-se assim ou assado, porque você desperta algo em mim. Não é nada disto, que isto não seria amor, seria jogo de reflexos. Vejo em ti uma face mística. Que me é sagrada pelo que é. E gosto tanto de tua tempestade quanto de tua calmaria, tanto de teu desprezo quanto de tua dedicação. Oscilar sem expectativas dentro de tua face é o que chamo amor.&lt;br /&gt;Mas toda esta parafernália de emoções caleidoscópicas com cenários góticos que surgem depois de minhas evocações deve ser advinda de algo mais - como diria - fenotípico de minhas estruturas internas. Tu transpiras adjetivos iluminados, cheios de sol, vivacidade e imediatismos. E o que incito são paisagens apocalípticas demais para que tua face mística possa ser sustentada durante o desenrolar da trama psíquica. Pradarias de passado e futuro, onde um pode ser o outro sem necessidade de nomear o tempo existente.&lt;br /&gt;Algo que não percebo se rompe. Pelas munições, entende? Se eu começo a gerar athames, adagas e versos espadachins é como se fosse uma autodefesa psíquica. E tu não deverias estar associado a este tipo de conduta. Tua face mística toma ares de oponente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então concluo que para que eu consiga escrever de uma forma suave e compreensível deveria extinguir a exortação de tua presença no início do ritual. E te livrar do peso que atribuo à tua presença cabalística em meu verbo. Mas então não teria mais vontade de escrever.&lt;br /&gt;Dilema dos dilemas. Viver-te ou deixar-me morrer. Perdi-me tentando explicar. Enrolei e contradisse-me. Avisei-te das coisas de ferir. Meus pulsos ardem agora. Meus dedos curvam-se como cimitarras marroquinas. E leões alados ascendem enigmas no alto dos rochedos escuros refletidos em uma laguna prateada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que não te amo. Tu me transportas. E daí que te esqueço em prol das cercanias do mundo. Que constrangedor descortinar isto. Espero estar equivocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem-me-quer. Mal-me-quer. Bem-me-quer. Mal-me-quer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Talvez no ato de desamor que é a ausência do amor nas paisagens de meu entendimento, eu consiga destilar teu misticismo e somente no ato de te negar possa te afirmar. Como o cortejo da liberdade suprema pelo coração desapegado. Há esperança. Ela ruge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Sobre as expressões, transporte-se até aqui&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.letras.ufmg.br/site/publicacoes/LIVROCOLOQSEM4.doc"&gt;POÉTICAS DO SILÊNCIO:&lt;br /&gt;ORIDES FONTELA E MONDRIAN&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-4473028626236351060?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/4473028626236351060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=4473028626236351060&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/4473028626236351060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/4473028626236351060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/06/cartas-do-desamor-criativo.html' title='Cartas do desamor criativo'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-4456714622988641710</id><published>2007-06-20T15:03:00.000-03:00</published><updated>2007-06-20T15:09:40.897-03:00</updated><title type='text'>Quem com vento escreve, com vento será escrito.</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, respiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;omo alguns vícios: a cafeína. Nicotina é mais complicado. Penso que o espírito do alcatrão gosta de confundir minhas sílabas. Um elemental denso e viscoso que nasce da madeira sufocada. Mas é fraco, porque no domínio reside sua queda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt; sonambulismo voltou. E agora tento a lucidez destes estágios permanecendo com os olhos fechados para não arrebentar de súbito a linha magnética que se estica entre meus passos e os vapores da grande noite. Acordo com os registros oníricos na ponta dos dedos. Então digito, porque as penas e os tinteiros ainda fermentam. Encontrei uma fórmula secreta lendo sobre calígrafos medievais. E a energia concentrada está quase rubricada. As temperaturas baixas são propícias, embora o agrupamento de fiéis desta quadratura não me seja de todo agradável. Egrégoras que só admiro pelas arquiteturas e certos simbolismos roubados de crenças que me fortalecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;M&lt;/strong&gt;ariposas e cigarras adormeceram no útero do bosque e posso acender as lamparinas sem que asas se carbonizem no choro da parafina.&lt;br /&gt;Começo o dia cada vez mais cedo e ensino meu organismo a adormecer nas horas mais escuras. Esta tarefa é árdua, mesmo que carregue na senda o romper de condicionamentos, atividade que me é extremamente reconfortante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;s digitálias ainda estão azuis nos campos e faltam poucos dias para que o gelo abrace as hastes vegetais, transportando-as através dos territórios onde os verdes se fortalecem com o sangue nutritivo do inverno. Depois que os pequenos sinetes florais se partem como cristais gelados, produzindo músicas que convocam duendes para conclaves fantásticos, é hora de colher esta massa perfumada que cai no solo, para a produção de ungüentos cardíacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;V&lt;/strong&gt;enta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;r. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;erei-te pluma farsa enquanto assim me for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Meus pulmões estão infeccionados por tua escrita. Tento expectorar. Apenas isto. E acabo de acender meu penúltimo cigarro.)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falto o trabalho só para me embalsamar com algumas idéias daqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1516-14982002000200003"&gt;A experiência surrealista da linguagem: Breton e a psicanálise&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-4456714622988641710?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/4456714622988641710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=4456714622988641710&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/4456714622988641710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/4456714622988641710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/06/quem-com-vento-escreve-com-vento-ser.html' title='Quem com vento escreve, com vento será escrito.'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-8314763398080656668</id><published>2007-06-20T02:34:00.000-03:00</published><updated>2007-06-20T02:35:29.772-03:00</updated><title type='text'>Haraquiri</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu riso-avatar&lt;br /&gt;Descobri-o&lt;br /&gt;Polindo punhais&lt;br /&gt;No sereno&lt;br /&gt;Beira de rio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu riso-lágrima&lt;br /&gt;Lápide&lt;br /&gt;No frio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha pérola hemácia&lt;br /&gt;Gélida&lt;br /&gt;trágica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ondula dentro dela &lt;br /&gt;uma face flácida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tu, entre o éter e a risada)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pranto-deus&lt;br /&gt;duo gume&lt;br /&gt;rastro de jade&lt;br /&gt;Na tundra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre vértebras: sabre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu rio-gelo&lt;br /&gt;E apunhalo &lt;br /&gt;um mar imaginário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tu, e as correntezas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-8314763398080656668?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/8314763398080656668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=8314763398080656668&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/8314763398080656668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/8314763398080656668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2007/06/haraquiri.html' title='Haraquiri'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-116446540798708973</id><published>2006-11-25T12:35:00.000-02:00</published><updated>2006-11-25T12:51:17.790-02:00</updated><title type='text'>Vozes akáshicas sob as cinzas de Marte</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi teus olhos prismáticos, de novo, outra vez.&lt;br /&gt;Meus olhos estavam secos, pois muita falta me fizeste. E ergui corais com versículos finos, que se tornaram minha capela. Uma caravela embalsamada em deserto. Como cena apocalíptica. Espécie extinta. Fóssil de mim.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;(Ocultaste-me o coração). O real motivo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E fui ter com Phobos, para que devolvesse o que me tomou.&lt;br /&gt;Ele não me ouviu. Seu corpo andrógino me lançando impropérios. Uma chuva amarga de lavas incandescentes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Carne puída. Carne puída.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas me fiz bela, para o cortejo de um demônio. Carne puída.&lt;br /&gt;E Deimos me abordou.&lt;br /&gt;Lábios frios. E não tive repulsa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;(Por ti desço aos mortos e valso como necromante).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Deixei o leito entontecido com meu calor infernal. E Deimos de olhos extasiados.&lt;br /&gt;(Não notou minha fuga entre as crateras e cerrou a negra mão sob os cetins, abarcando com seu desejo sangrento a pálida entranha de Phobos, tomando-o por mim).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tua voz me cobriu. E era sempre este o manto com ares de mortalha. Meu adorado sudário.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;(Por ti turvaram-se as estrelas, perdidas para sempre na alcova abaixo de teu corpo. Velas apagadas em teus momentos de perdição).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E as acendo com meu sopro avesso, pois me clamaste como um hino floral.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E talvez nunca mais te use palavras de salvação, adulteradas de missas vermelhas que corrompem o mundo dos mortais.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;(Por ti me invoco e me exorcizo).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E adormeço com teu gênio. Amantes selados em uma antiga garrafa de absinto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Amo-te além de desafios. E me trancafio no coração de Ares. Para fitar teus olhos prismáticos, de novo e outra vez. Eternamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-116446540798708973?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/116446540798708973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=116446540798708973&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/116446540798708973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/116446540798708973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2006/11/vozes-akshicas-sob-as-cinzas-de-marte.html' title='Vozes akáshicas sob as cinzas de Marte'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-115963048247918025</id><published>2006-09-30T12:33:00.000-03:00</published><updated>2006-11-25T12:50:59.400-02:00</updated><title type='text'>Estigmata</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que reduto medroso trancafiaste teu gênio?&lt;br /&gt;Sinto falta daquela presença.&lt;br /&gt;Era um coração imenso, portal de labirinto.&lt;br /&gt;Agora tu te desembocas em ponto cego, fonte de falso escoadouro.&lt;br /&gt;Pontual. Pontífice.&lt;br /&gt;Seta de alvo estreito. Sentença ente-diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu gênio eras tu.&lt;br /&gt;Teu gênio eras tu.&lt;br /&gt;A vertigem no êxtase do ritual.&lt;br /&gt;Invocações siderais. Eras tu, o mensageiro. Perdido de si, filtrando vozes perdidas.&lt;br /&gt;Magia, dádiva e fé circulavam teu corpo etéreo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixavas nascer o que não tinha forma. Artífice do caos.&lt;br /&gt;Revelas agora o grito humano condensado. Indivíduo de sentido exato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo, o sentimento do mundo: onde estás?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em teu gênio. Em teu gênio. &lt;br /&gt;Onde estás?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-115963048247918025?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/115963048247918025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=115963048247918025&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/115963048247918025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/115963048247918025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2006/09/estigmata.html' title='Estigmata'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-115912461640043847</id><published>2006-09-24T16:00:00.000-03:00</published><updated>2006-11-25T12:50:34.573-02:00</updated><title type='text'>Eclipsidra</title><content type='html'>(libações para a hora esplêndida)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fermenta, fermenta lírica.&lt;br /&gt;Sidra é a maçã morta&lt;br /&gt;Eclipse de fel alquímico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fibrila a música&lt;br /&gt;Submersa&lt;br /&gt;(dentro do espírito da água: voz de violoncelo violento)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a pálida nervura da mão desértica ofertando hamadríade ao lago)&lt;br /&gt;A carcaça da lira afogada. De madeira o corpo. Fios de cobre caídos pela omoplata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claves e clavículas na fonte de todo afluente oceânico.&lt;br /&gt;Escoam hidras, de lerna. Clepsidra veloz.&lt;br /&gt;Libação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E passam-se as horas rubras, esplênicas. Dias de sol em brasa, madrugadas nebulosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necrose dos sentidos. Casais de namorados passeiam ao luar e anciãos de xadrez adormecem na curva. Escribas quadriculados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cadáver insuspeito pende na paisagem. Integrante melancólico. Fermenta. Fermenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, delírio. Incita a sede teu aroma balsâmico.&lt;br /&gt;Licor de tua jugular. Semente de arsênico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um passeio por esta trilha que respirará teu miasma estonteante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(o jovem apolar dobra a tíbia em saudação ao reflexo na superfície congelada)&lt;br /&gt;Vampiro, vampiro. Bebe-se. E repleto de ti, escreve partituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revives, corpo morto. No coral de sacristia. Verde cabelo no acorde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada te entornarás, que não seja necromante.&lt;br /&gt;Sidra gélida. Refresco da noite fervorosa. Perfume de maçã.&lt;br /&gt;Brindemos ao vórtex deste cálice que te renasces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-115912461640043847?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/115912461640043847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=115912461640043847&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/115912461640043847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/115912461640043847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2006/09/eclipsidra.html' title='Eclipsidra'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-115440771901396063</id><published>2006-08-01T01:46:00.000-03:00</published><updated>2006-11-25T12:50:06.400-02:00</updated><title type='text'>Canto de lua negra</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sete graus. Sete arcanos. Sete planetas.&lt;br /&gt;Gritei do fundo do eu, neve e floco de matiz salina&lt;br /&gt;Sete notas invisíveis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esvoaçaram de meu corpo cristalizado&lt;br /&gt;Duas lebres acinzentadas&lt;br /&gt;Que circularam meus pés&lt;br /&gt;Tão reais como a fria temperatura das raízes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trajetória circular,&lt;br /&gt;No descrédito de meu ouro&lt;br /&gt;No pulsar da insanidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma meia lua na trilha&lt;br /&gt;Onde me despi de disfarces&lt;br /&gt;E pronunciei algo inapto, plutônico&lt;br /&gt;Como encantamento que comigo se perdeu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamei teu nome no centro da clareira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oculto nas folhas de minha fibra ironicamente ardente&lt;br /&gt;Chocando o inverno e fulminando quartzitos&lt;br /&gt;Um falcão listrado de poderes fabulosos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu eco, meu eco, meu eco feito sabre&lt;br /&gt;No pontiagudo lamento de rapina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não explico e nem disfarço o momento com verbos incubados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim como descrevo&lt;br /&gt;E foi aqui, no saque oblíquo do instante tombado&lt;br /&gt;Entre cipós e densas revelações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temo teu inferno&lt;br /&gt;Nem teu céu&lt;br /&gt;Teu jugo e tua saliva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verto o enxofre deste mistério&lt;br /&gt;Como um eco, como um eco, como um eco&lt;br /&gt;De felino esférico na latência de um deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que quero ouvir: que renasça daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-115440771901396063?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/115440771901396063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=115440771901396063&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/115440771901396063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/115440771901396063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2006/08/canto-de-lua-negra.html' title='Canto de lua negra'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-113830013123609562</id><published>2006-01-26T16:24:00.000-02:00</published><updated>2006-11-25T12:49:45.576-02:00</updated><title type='text'>In nomine Patris</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pai, meu Pai Carbono&lt;br /&gt;Ensina-me a trilha diamantina&lt;br /&gt;Com menos arestas&lt;br /&gt;Com mais pontes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brilha tão simétrica tua face&lt;br /&gt;E mesmo rude&lt;br /&gt;Cortante&lt;br /&gt;Percorro-te as vias&lt;br /&gt;Entendendo-as&lt;br /&gt;Nos conflitos, nos confrontos, nas garras&lt;br /&gt;Defesas que navalham docilidades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quero agora&lt;br /&gt;Ter-te na cinética da suavidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um poema&lt;br /&gt;Uma palavra costeira&lt;br /&gt;Nas metamorfoses dos ciclones&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espreito teus olhos neste imenso espelho enviesado&lt;br /&gt;E te invoco os químicos candeeiros&lt;br /&gt;Luzeiros de farol em morro castigado&lt;br /&gt;Perfeitos equilíbrios na noite sem lua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando pelos dias&lt;br /&gt;Voltei para o mar&lt;br /&gt;E vi medos cansados&lt;br /&gt;Migrando como pássaros de gelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhos brilhantes&lt;br /&gt;Caminhos brilhantes&lt;br /&gt;Albedos de Apolo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ensina-me novamente&lt;br /&gt;Os caminhos que me invocam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um versículo&lt;br /&gt;Uma missa verdadeira&lt;br /&gt;Nos altares menestréis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiéis escudeiros&lt;br /&gt;Da sombra de si mesmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;espadachins de Pan&lt;br /&gt;bebendo ao pranto da escura sentença&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-113830013123609562?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/113830013123609562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=113830013123609562&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/113830013123609562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/113830013123609562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2006/01/in-nomine-patris.html' title='In nomine Patris'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-113651804893478072</id><published>2006-01-06T01:22:00.000-02:00</published><updated>2006-11-25T12:49:28.426-02:00</updated><title type='text'>Mater Solis</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só o céu estilhaçando a vidraça&lt;br /&gt;A mata recuperando as mortas árvores&lt;br /&gt;Os bancos dissolvidos impedindo repousos fúteis&lt;br /&gt;As escadas ultrapassadas pela elevação dos horizontes&lt;br /&gt;Portas confabulando intempéries&lt;br /&gt;Janelas desfazendo divisórias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a claridade tomar de acessos enfurecidos&lt;br /&gt;Os cacos e poluentes de tempo seco&lt;br /&gt;Em comandos internos e secretos&lt;br /&gt;Vociferados por ocultos desejos&lt;br /&gt;Dilacerando a casa, o templo e o esconderijo indestrutível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele descerá&lt;br /&gt;Em passo de alcatéia prateada&lt;br /&gt;Na asa do corvo&lt;br /&gt;Ofídio da madrugada&lt;br /&gt;A saliva desenhando musgos nas superfícies esquecidas&lt;br /&gt;Atraindo a água subterrânea do ventre feérico&lt;br /&gt;Para as covas de hamadríades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crepúsculo do seu abraço espectral&lt;br /&gt;Cobrirá de neblina o corpo sem calor&lt;br /&gt;Produzirá vapores que flutuarão dentro da cabana abandonada&lt;br /&gt;A cova de sonhos&lt;br /&gt;Sepultura de infinitos túneis aquosos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na agonia da alma resistente&lt;br /&gt;Um beijo eternizado&lt;br /&gt;Estatueta de madeira congelada pelo seu poder anestésico&lt;br /&gt;Como aracnídeo e presa&lt;br /&gt;Inseto e flor&lt;br /&gt;Aresta e superfície&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devastação em bailado soberano entre despojos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como uma noite no batente, teatralizando um conto de terror&lt;br /&gt;Ciclone de ar ensandecido por suspiros&lt;br /&gt;Voltará para o alto do desespero&lt;br /&gt;Repleto de todas as coisas que despedaçam asceses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fumaça dispersa de metal aquecido em lágrima e orvalho&lt;br /&gt;Ele&lt;br /&gt;Feitiço de purificação. Condão abominável. Martírio de prisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amortizados os encantos suicidas. Elaborado o fluido adocicado. &lt;br /&gt;Ouro em rio de aurora austral. Como cárcere liberto em aridez e despojamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como o centro da constelação da virgem alvejado por raio solar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chacra incolor. Nigredo na sexta via. Até o outro sabá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-113651804893478072?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/113651804893478072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=113651804893478072&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/113651804893478072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/113651804893478072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2006/01/mater-solis.html' title='Mater Solis'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-113564058079070131</id><published>2005-12-26T21:41:00.000-02:00</published><updated>2006-11-25T12:49:12.130-02:00</updated><title type='text'>Teodicéia</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cai ao chão o aspirante teólogo&lt;br /&gt;Exorciza o que incita&lt;br /&gt;O divino monólogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alamedas pardas&lt;br /&gt;Tentam a pupila insana&lt;br /&gt;Passeatas entre lamas&lt;br /&gt;Da lágrima de sal,&lt;br /&gt;Falso cântaro de porcelana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vertendo pragas, recatos.&lt;br /&gt;Para o solo que o cílio assombra&lt;br /&gt;A tapeçaria profana&lt;br /&gt;Onde os santos adulteram pecados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os atos, os cantos, entalhes.&lt;br /&gt;Convertidos em milagres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na gota singela. (In) pura.&lt;br /&gt;Afoga-se o bento&lt;br /&gt;Nasce do céu e tomba de fissura&lt;br /&gt;Nu no templo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estigmas imitam os bordados&lt;br /&gt;Sangra de angústias o iniciado&lt;br /&gt;Flagelos, súplicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para silenciar o demônio que o inflama&lt;br /&gt;Transfigurados em carícias&lt;br /&gt;Suicídio, ódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sacramentado no pranto em chamas&lt;br /&gt;Agoniza o herege que o ama&lt;br /&gt;Silenciado.&lt;br /&gt;Apócrifo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome de deus. Ateu.&lt;br /&gt;Em nome da carne. Breu.&lt;br /&gt;Por um toque, ignora a via luminosa e casta.&lt;br /&gt;Por um blefe, desacredita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há aquilo que não se materializa&lt;br /&gt;A verdadeira magia&lt;br /&gt;Mas o teólogo sedento de suores&lt;br /&gt;Ainda não unifica. Resta o corpo. Morre a fantasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-113564058079070131?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/113564058079070131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=113564058079070131&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/113564058079070131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/113564058079070131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2005/12/teodicia.html' title='Teodicéia'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-113485996501612987</id><published>2005-12-17T20:50:00.000-02:00</published><updated>2006-11-25T12:48:35.976-02:00</updated><title type='text'>Caminho do meio</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cântico para chuva solar no deserto de gelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Persistir inabalável no centro (porosa-mente)&lt;br /&gt;A teoria conspiratória interior&lt;br /&gt;Entre ardis e reverências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ingrediente de letras trocadas do antigo grimório&lt;br /&gt;O engenho propulsor da roda da fortuna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semblante alquímico meditativo&lt;br /&gt;Despertando a alternância de anjos e demônios no moinho insano&lt;br /&gt;Artesãos de fagulhas celestes e elixires de lágrimas extasiantes&lt;br /&gt;Atraídos pela matéria diáfana&lt;br /&gt;Ferreiros da decomposição&lt;br /&gt;Nossos entes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só precisei invocar o próprio nome&lt;br /&gt;Encarnação de imaculada concepção&lt;br /&gt;Nascido de eflúvios e chagas autodestrutivas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ouvi no centro do verbo oratório&lt;br /&gt;Em carne, sangue e alma de tempestade.&lt;br /&gt;O soprano do mistério&lt;br /&gt;Décimo quinto arcano violinista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sopra-me dodecassílabos e pentateucos apócrifos&lt;br /&gt;Como deslizar de carrossel criado para o Jardim das Bênçãos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Persisti inabalável no centro. Forca de Odin. Corte de malabarista. Sabedoria de cortesã.&lt;br /&gt;Para que todos os centros circulassem através da pedra de fundação. Marco osmótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este caminho é avassalador.&lt;br /&gt;Tudo se abala. Tudo atrai e tudo consome.&lt;br /&gt;Tudo deste mistério me abala, atrai e consome.&lt;br /&gt;Tudo Dele me reconstrói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Equilíbrio e Êxtase. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-113485996501612987?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/113485996501612987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=113485996501612987&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/113485996501612987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/113485996501612987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2005/12/caminho-do-meio.html' title='Caminho do meio'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-113419524180631385</id><published>2005-12-10T04:12:00.000-02:00</published><updated>2006-11-25T12:48:16.306-02:00</updated><title type='text'>Nirvana do coração tripartido</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mais me pertence a matéria que me reveste&lt;br /&gt;O mundo atravessa a porosidade dos diafragmas&lt;br /&gt;Elevando paisagens que nunca pensei ter visto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olho para a madeira e vejo o gigantesco continente esverdeado&lt;br /&gt;Ondulante&lt;br /&gt;E olho para a rendada toalha e vejo o campo de algodão esbranquiçado&lt;br /&gt;Espiralado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evanescente Transparente Silente&lt;br /&gt;Tudo me transpassa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não persistem os momentos&lt;br /&gt;São presenças que esvoaçam&lt;br /&gt;Móveis Relógios Mariposas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entram pela retina e convertem-se em sentidos&lt;br /&gt;De todas as cores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barrocas e futuristas conexões&lt;br /&gt;Convergentes para o mesmo norte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E falar em direções parece blasfêmia defensiva&lt;br /&gt;Pois que o substantivo é efêmero frente aos pulsos&lt;br /&gt;Que são corredeiras&lt;br /&gt;Que são pontes&lt;br /&gt;Que são espaços interestelares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me sinto dissolver&lt;br /&gt;E não me importa se persigo uma miragem, uma fantasia ou um arquétipo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos flutuam&lt;br /&gt;Mar de pirilampos que tremulam na sombra de mais pirilampos&lt;br /&gt;Infinito conjunto suicida de si mesmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus cristão me oferta amores&lt;br /&gt;Deus pagão me celebra clamores&lt;br /&gt;Deus nenhum da face inexistente&lt;br /&gt;Fita meus olhos dentro do vazio&lt;br /&gt;E meus olhos são deuses e luminares&lt;br /&gt;Vagando na própria luz, luminosos&lt;br /&gt;E não me importa se volto deste transe ou se fico&lt;br /&gt;Tudo tão imensamente igual&lt;br /&gt;E distinto de mim ao mesmo tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratados de exorcismos são inócuos nestes instantes que me nublam e suspendem&lt;br /&gt;Os códigos inexistem&lt;br /&gt;São hieróglifos que se desenham e se apagam&lt;br /&gt;Na mesma ilusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia mobilizar a percepção&lt;br /&gt;Mas as coisas não param de cambalear&lt;br /&gt;E me sinto em todas as coisas e em lugar algum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada importa &lt;br /&gt;E tudo faz sentido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se perguntam meu nome, posso ofertar qualquer palavra&lt;br /&gt;Que não estarei mentindo&lt;br /&gt;Se aceno&lt;br /&gt;Penso em um adeus ou em um gesto de semeaduras propícias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Equivalência e Extinção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-113419524180631385?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/113419524180631385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=113419524180631385&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/113419524180631385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/113419524180631385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2005/12/nirvana-do-corao-tripartido.html' title='Nirvana do coração tripartido'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-113402184469400606</id><published>2005-12-08T04:02:00.000-02:00</published><updated>2006-11-25T12:47:54.766-02:00</updated><title type='text'>Ao saber-te... Caos.</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dança-me&lt;br /&gt;Senhor dos olhos incandescentes&lt;br /&gt;Que vi em sonhos perdidos&lt;br /&gt;Teu sonho realizador do meu presságio&lt;br /&gt;Páginas esquecidas no começo do mundo&lt;br /&gt;Do verbo tecendo a luz&lt;br /&gt;Um delírio presenteado pelos decaídos, de luminosos corações.&lt;br /&gt;Meu teto de água com o vulto serpenteando a profundidade do oceano&lt;br /&gt;Com a face de tantos mundos&lt;br /&gt;Em visões de divindades moldadas com barro do Eufrates&lt;br /&gt;Arco de escombros dos elementos&lt;br /&gt;A quintessência como flecha e rastro de naja&lt;br /&gt;Alvejando a ilusória amálgama da possibilidade&lt;br /&gt;O alvo onírico que nos cobre a caminhada no estágio astral&lt;br /&gt;Quando os sentidos aquietam e se unificam, putrefação dos perceberes comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dança-me&lt;br /&gt;Senhor com cabelos de serpente&lt;br /&gt;Que os braços espiralados de galáxias&lt;br /&gt;Desenham plumas esvoaçantes e contam o segredo dos níveis orbitais&lt;br /&gt;Olhos de profecias no adorno do pavão&lt;br /&gt;Brilhos de punhais lançados ao acaso encarnado do caos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois tudo que tangencia a prole de criaturas mágicas&lt;br /&gt;É balé herético para a realidade que prende a imaginação&lt;br /&gt;Os seres que aninham entes materiais&lt;br /&gt;E os animam&lt;br /&gt;Aniquilamento anímico e imago decadente pela mutabilidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dança-me&lt;br /&gt;Shivaísta sentença dentro de território pirofágico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este momento inebriante e perceptivo que me concedo em tua fantástica presença&lt;br /&gt;É monarca adjetivo&lt;br /&gt;Pelo inominável ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então&lt;br /&gt;Dança-me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que eu danço&lt;br /&gt;E substancio&lt;br /&gt;Sopro de Brahma&lt;br /&gt;Corpo de Vishnu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Om namah Shivaya&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-113402184469400606?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/113402184469400606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=113402184469400606&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/113402184469400606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/113402184469400606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2005/12/ao-saber-te-caos.html' title='Ao saber-te... Caos.'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-113393090303912175</id><published>2005-12-07T02:46:00.000-02:00</published><updated>2006-11-25T12:47:29.896-02:00</updated><title type='text'>O que grito para o dia</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cala esta boca Apolo&lt;br /&gt;Fica me tentando com mares calmos e pérolas brilhantes&lt;br /&gt;Expondo clarividências nos hortos do verão que logo aponta&lt;br /&gt;Assim, com o sol dourando suas estratégicas sinfonias, quase vou. Pelo calor que arrebenta o fruto bem construído para a ira do inseto.&lt;br /&gt;Mas Dionísio enfurecido agarra meus cabelos&lt;br /&gt;E a cada passo que singro dentro das veias azuladas&lt;br /&gt;Rompem meus tímpanos os gritos horrendos e demoníacos e belos&lt;br /&gt;Cada vez mais selvagens&lt;br /&gt;De Dionísio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada toque na lira angelical é acompanhado por sopros de flauta&lt;br /&gt;Sopros macabros que rasgam o calmo entardecer&lt;br /&gt;Expondo o céu abaixo de tempestade&lt;br /&gt;Íris de vinícolas acariciadas por temporais&lt;br /&gt;Nuvens que ultrapassam a força da terra&lt;br /&gt;O verdadeiro céu&lt;br /&gt;Escuro de vácuo que suga a luz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha estas órbitas siderais de ozônios pensamentos&lt;br /&gt;Sou do caos. Sou do caos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que queres Apolo?&lt;br /&gt;Quanto mais regozijo em seus chamados paradisíacos&lt;br /&gt;Mais o outro se revela. E me dilacera. E eu cedo. Porque quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-113393090303912175?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/113393090303912175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=113393090303912175&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/113393090303912175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/113393090303912175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2005/12/o-que-grito-para-o-dia.html' title='O que grito para o dia'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-113375980825698968</id><published>2005-12-05T03:15:00.000-02:00</published><updated>2006-11-25T12:47:01.946-02:00</updated><title type='text'>Ignis trêmula</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No desafio ao sal da tua pele fustigada pelos meus temores encontro a senda...&lt;br /&gt;O palco de ágata com veios raiados de mercúrio e enxofre.&lt;br /&gt;E deslizar ao som desta sonata infinita é sentir a carícia das labaredas, das fornalhas de babel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Férreas colunas que se curvam ao centro fortalecem o calor de fora e de dentro. Pacto dos pactos dos vulcões tectônicos. Em odes.&lt;br /&gt;Titânicos que somos quando expostos os mortais caninos. Mais que sorrisos de falsas vitórias. São códigos de batalhas. Coração de titã nos corpos de nefelins. Mirantes de bélicas soberanias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E trocamos blasfêmias e encantamentos como se fossem mensagens docemente psicografadas por mensageiros que não suspeitam o teor de cartas inocentes.&lt;br /&gt;Para a valsa mortal que nos é transfusão. Teu veneno para meu veneno. Meu veneno para teu veneno. Servido ainda quente em taça de absinto e láudano.&lt;br /&gt;Sangue para sangue. Miasma para miasma. Cores opostas que se fundem em estigmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser abraço para as almas que tudo espreitam. Pode ser teatro para as cortinas que tudo revelam. Pode ser adágio para os espíritos que se despedem da escuridão.&lt;br /&gt;Mas são etapas alquímicas no morteiro fúnebre. Vermelho de imensidão.&lt;br /&gt;Até que a batalha fira todos os sentidos, apodreça todos os holocaustos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Etapas. Caríssimas. Nobres sílabas disfarçadas de naipes. Arcanos.&lt;br /&gt;Dentro deste diabólico duelo somos o dueto do pânico.&lt;br /&gt;Fibras de extinção no coração único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os diálogos estão dispersos. Nos hologramas que dia a dia caem na fogueira, como folhas se despedindo do outono e frutos que explodem de sumo. Pela supremacia da semente. Para os caçadores de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem aceita a alquimia só se vive com a carne dilacerada para sorver todas as transmutações. Todas. Só assim para entender o vôo deste delírio em todos os átomos. É um caminho que só termina onde começa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora que venha o negrume dos negrumes. Pois sonhei a profecia do rei vermelho na curva do acaso. Ainda em suspensão. Mas olhei para a própria veste e aceitei a brancura lunar vertendo crepúsculo purpúreo nas veias prateadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo começou com um espelho partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-113375980825698968?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/113375980825698968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=113375980825698968&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/113375980825698968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/113375980825698968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2005/12/ignis-trmula.html' title='Ignis trêmula'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-113340641814753280</id><published>2005-12-01T01:04:00.000-02:00</published><updated>2006-11-25T12:46:34.250-02:00</updated><title type='text'>Canto de Akasha</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde se perdeu tua fantasia?&lt;br /&gt;Privaste-me das melhores cenas de teus atos sagrados.&lt;br /&gt;Os suicidas e únicos instantes dilacerados&lt;br /&gt;Ocultaste-me o coração. O transpassado coração.&lt;br /&gt;O recanto pútrido onde brilhava minha imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pervertido de tuas tragédias&lt;br /&gt;Dá-me o ego vivo&lt;br /&gt;Luminoso e corrosivo, penalizado de ti,&lt;br /&gt;Dos mundos que te cercam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dissera-me que tudo seria palco&lt;br /&gt;E onde verteu a máscara mais translúcida?&lt;br /&gt;Doada aos vermes que do teu corpo tudo querem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito que te dizia de minhas ilusões&lt;br /&gt;Tua pele, teu toque, teu roteiro diáfano de misérias.&lt;br /&gt;Nunca quis&lt;br /&gt;Nunca quis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podes doar tua entranha e vísceras pulsantes para a corja de ventríloquos&lt;br /&gt;Alucinógenos que turvam a verdadeira percepção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bares, milagres de anfetaminas, vitórias entre purpurinas.&lt;br /&gt;Nada me são&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quantas mortes teu solo sorveu&lt;br /&gt;Todas as tuas belas mortes&lt;br /&gt;O verdadeiro enredo&lt;br /&gt;Onde transmutaram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem o diz. Rainha da sordidez. Assim me sei.&lt;br /&gt;Cicatrizes não me atraem, pela ferida. As tenho como signos e sigilos na verve.&lt;br /&gt;O que me envolvem são sepulcros lacrados. Nomes tatuados.&lt;br /&gt;Do humano que sobrepuja o lado humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está o belo deus?&lt;br /&gt;Curvou-te para outro deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podes caminhar ao lado da divindade, de todas as divindades. Só um persiste.&lt;br /&gt;Tudo o que existe são realezas. E cospe no trono, por supor que seria um delírio vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que quis foi me fitar no reflexo brilhante de teus diademas esquecidos, pela falsa humildade. No meu reino que aceito. Que invento. Que é real. Que não acreditou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrela que profetizaste a queda&lt;br /&gt;Partiu-se em milhões de fagulhas. Infinitas. E era sempre isto a tua distorcida visão, sobrepujada pelo medo.&lt;br /&gt;Nunca entendeu que toda queda é a sementeira das ascensões.&lt;br /&gt;O tempo te foi rei. Assim o deixaste queimar teus latifúndios.&lt;br /&gt;Aquela tua proclamação tomou teu sangue. Teu sangue está corrompido pelo tempo.&lt;br /&gt;Teu cortejo de revoltas, tuas marionetes de revoluções.&lt;br /&gt;Foram eles que roubaram tua fantasia?&lt;br /&gt;Por que deixaste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quiseres realmente beijar meu coração, fite tua face e a deixe brilhar novamente. É lá e somente lá que sempre estarei. Na tua face luminosa de contrastes pela própria treva, ambas majestosas. Ambas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só de luz ou só de treva, já tenho o tempo que se divide em duas vertentes, pelo medo de ser. Sempre dialogando de abismos gêmeos. Monólogo da dor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor que tu me causas é uma realeza. Tão fatal e tentadora quanto a tua privação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-113340641814753280?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/113340641814753280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=113340641814753280&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/113340641814753280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/113340641814753280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2005/12/canto-de-akasha.html' title='Canto de Akasha'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-113311985608478005</id><published>2005-11-27T17:28:00.000-02:00</published><updated>2006-11-25T12:46:02.096-02:00</updated><title type='text'>Relógio das cordas manuais</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Séculos que são anos calmos&lt;br /&gt;Destas eras que são meus antros&lt;br /&gt;Meu infinito calendário&lt;br /&gt;Desenganos da alma volátil. Suspiro dos vocabulários&lt;br /&gt;Vagando pelos marcos humanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pólos peregrinos&lt;br /&gt;Da terra de nada e ninguém&lt;br /&gt;Polinizados pelo sonho&lt;br /&gt;De quem? De quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E oscilo arrastando os vórtices&lt;br /&gt;Costurando pegadas e hemácias&lt;br /&gt;Nestes lotes. Frutificados dotes&lt;br /&gt;Das divinas falácias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marionete mascarada entre cordas&lt;br /&gt;Entre fios acorrentados e covas. Ampulhetas e retortas.&lt;br /&gt;Todos calados. Ponteiros e tinteiros assombrados.&lt;br /&gt;Os verdadeiros sonhos calados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isto invoco&lt;br /&gt;O dorso do sopro&lt;br /&gt;O deslizar do pesadelo&lt;br /&gt;O ameno desespero de um corpo tolo&lt;br /&gt;Despertadores para um espírito morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São selos de densas tintas&lt;br /&gt;Lacres de sangues&lt;br /&gt;Nas escrituras extintas&lt;br /&gt;Pelos timbres que a pena suspende no destino das vidas.&lt;br /&gt;Badalar. Baladas. Setas nas circulares rotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correspondências que as opacas histórias escrevem nos papiros das horas.&lt;br /&gt;Minha vida como uma carta que escrevo para a morte.&lt;br /&gt;Aqui. No suspiro de quem lê a minha sorte. &lt;br /&gt;Na página do olho que revira o tique taque fantoche&lt;br /&gt;Do toque e do enfoque de cílios nas aortas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-113311985608478005?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/113311985608478005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=113311985608478005&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/113311985608478005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/113311985608478005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2005/11/relgio-das-cordas-manuais.html' title='Relógio das cordas manuais'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18627131.post-113106957468219534</id><published>2005-11-27T12:00:00.000-02:00</published><updated>2006-11-25T12:45:31.646-02:00</updated><title type='text'>A invocação</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chama sobre a parafina escurecida&lt;br /&gt;Candelabro pelo inferno derretido&lt;br /&gt;Óleos ferruginosos esquecidos&lt;br /&gt;Contato do fogo na terra&lt;br /&gt;Água que reluz, em queda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O recinto revelado pela fraca aurora&lt;br /&gt;Do parto da luz. Augusta hora.&lt;br /&gt;Rangidos e lamentos partidos do solo. Trovas e solos.&lt;br /&gt;Solos de cravos no jardim dos róseos cravos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despertos pelo sangrado prelúdio dos ossos&lt;br /&gt;Épicos corais. Desertos e abissais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como não sucumbiria aos suaves salmos e encantos&lt;br /&gt;Que esta aura de música fúnebre me trouxe?&lt;br /&gt;Lembraram-me espaços perdidos, gregorianos.&lt;br /&gt;Sonetos angelicais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu que nunca tinha visto um anjo&lt;br /&gt;Nunca pelas abandonadas casas&lt;br /&gt;Conversei com os prantos&lt;br /&gt;Dos fantasmas aposentos&lt;br /&gt;Nunca senti o espanto&lt;br /&gt;Do nunca que o meu sangue eternamente soube&lt;br /&gt;Nestas desviadas salas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite em que o silêncio desceu&lt;br /&gt;Sobre a morta brasa&lt;br /&gt;Conheci este verbo entoado&lt;br /&gt;Gemidos nas cantoneiras das portas lacradas&lt;br /&gt;Da própria mente. Do próprio medo empoeirado.&lt;br /&gt;Soterrado nas tuas silenciadas alvoradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despertou meu fantasma neste porão gelado&lt;br /&gt;Em que encontrei meus cânticos&lt;br /&gt;Todos quânticos. Adâmicos. Viscerais.&lt;br /&gt;Dentro do teu chamado&lt;br /&gt;Invocatório de meus sinais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre anjo invisível. Sempre pranto enriquecido.&lt;br /&gt;Sempre fantasma que me conta&lt;br /&gt;Onde serei nunca mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vulto de minha própria carne&lt;br /&gt;Espectro de cadafalsos. Tão seus. Tão meus.&lt;br /&gt;Onde sepulto meus florais.&lt;br /&gt;Materializado em teus finados alicerces e abençoados vitrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me rendi ao exorcismo que eu mesma proferi.&lt;br /&gt;E foi por te achar neste negro ato, que eternamente me perdi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bellatrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18627131-113106957468219534?l=mundo-de-aster.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/feeds/113106957468219534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18627131&amp;postID=113106957468219534&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/113106957468219534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18627131/posts/default/113106957468219534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundo-de-aster.blogspot.com/2005/11/invocao.html' title='A invocação'/><author><name>Andréia Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01324229266905654982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_QYWFOCzUI60/R6snujWAZxI/AAAAAAAAAms/qLD0GqOA9QA/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
